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Eleição polarizada em Israel mantém cenário incerto a dias do pleito

O apoio do presidente norte-americano Donald Trump ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não altera a divisão no eleitorado israelense.

Por 3 min de leitura

Eleição polarizada em Israel mantém cenário incerto a dias do pleito
Eleição polarizada em Israel mantém cenário incerto a dias do pleito

A proximidade das eleições gerais em Israel, marcadas para o próximo dia 27, evidencia um cenário político profundamente polarizado e sem favoritos claros para formar uma maioria parlamentar. O anúncio recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarando apoio ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, não provocou alterações significativas nas pesquisas de intenção de voto no país.

Atualmente, o eleitorado israelense permanece dividido, e nenhum dos principais blocos políticos consegue atingir o patamar de pelo menos 61 mandatos necessários para assegurar uma coalizão majoritária no Knesset, o parlamento do país. O bloco governista liderado por Netanyahu e a oposição seguem em disputa acirrada pela preferência dos eleitores.

Poucas horas após a manifestação do presidente norte-americano, o ex-general e líder do partido de centro-direita Yashar, Gadi Eisenkot, respondeu às declarações durante entrevista ao vivo. O principal colocado nas pesquisas de intenção de voto afirmou respeitar o líder dos Estados Unidos, mas criticou severamente o atual governo israelense, classificando a gestão de Netanyahu como a pior da história do país.

A relação entre a população israelense e a figura de Donald Trump apresenta variações e quedas recentes na percepção de segurança. Dados do Índice de Democracia de Israel indicam que o percentual de cidadãos que acreditam que a segurança do país é uma preocupação central para o presidente americano caiu de 60% em março para 44% em junho. A desconfiança é mais acentuada entre os judeus israelenses, enquanto a comunidade árabe-israelense registrou alta no mesmo período.

Outro fator que tem influenciado os debates na reta final da campanha é a possibilidade de um novo conflito com o Irã. Fontes de segurança apontam que um confronto militar é visto como inevitável a médio prazo, diante da percepção de que um acordo entre Estados Unidos e Irã é improvável.

O tema ganhou contornos políticos quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou o regime iraniano de retomar ambições nucleares e afirmou ter dado diretrizes para que as Forças de Defesa de Israel e os serviços de inteligência eliminem a ameaça. Críticos, como o ex-primeiro-ministro Ehud Barak, acusaram Netanyahu de utilizar a perspectiva de guerra como manobra para tentar adiar o pleito eleitoral.

Por outro lado, setores internos do próprio partido Likud e lideranças militares expressam preocupação de que uma escalada bélica traga consequências negativas para a campanha governista. Analistas avaliam que ataques e destruição em território israelense poderiam reverter o cenário e beneficiar a oposição liderada por Eisenkot, enquanto as Forças Armadas reforçam o compromisso de garantir a segurança do processo democrático no cronograma estabelecido.

Fontes consultadas

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