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Esportes

Violência entre torcidas e ameaças marcam o futebol brasileiro

Casos de violência em confrontos no Rio de Janeiro e representação da CBF contra dirigente da Gaviões da Fiel agitam o cenário esportivo.

Por 3 min de leitura

Violência entre torcidas e ameaças marcam o futebol brasileiro
Violência entre torcidas e ameaças marcam o futebol brasileiro

O cenário do futebol brasileiro foi marcado por episódios graves de violência e tensão institucional envolvendo torcidas organizadas nesta quinta-feira. No Rio de Janeiro, confrontos entre torcedores de Vasco e Flamengo resultaram em um homem baleado no pescoço em estado grave. Paralelamente, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acionou o Ministério Público contra o presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel devido a declarações públicas sobre a arbitragem.

O caso mais grave de violência física ocorreu na Avenida Governador Leonel de Moura Brizola, no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um grupo de amigos seguia de táxi para o Estádio Nilton Santos para acompanhar o clássico pelo Campeonato Brasileiro e parou para aguardar outro integrante. Cerca de seis ou sete homens se aproximaram e efetuaram disparos de arma de fogo após supostamente confundirem os ocupantes com torcedores rivais.

A vítima baleada foi identificada como Leonardo Ribeiro Silva, de 42 anos. Socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, ele passou por cirurgia e permanece na unidade pós-operatória com traqueostomia, apresentando quadro de saúde grave. A ocorrência foi registrada na 59ª Delegacia de Polícia como tentativa de homicídio e segue sob investigação.

Outros pontos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro também registraram tumultos antes da partida. Na entrada do Parque União, no Complexo da Maré, dezenas de integrantes de uma torcida organizada do Vasco foram filmados com pedaços de madeira e rostos cobertos, tentando acessar a comunidade à procura de torcedores flamenguistas. A ação gerou correria, soltura de fogos e ameaças de criminosos locais, embora não tenha registro de feridos. Em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, torcedores dos dois clubes entraram em confronto e interditaram temporariamente a Estrada Marechal Miguel Salazar Mendes de Moraes.

Enquanto a violência urbana preocupava as autoridades fluminenses, o futebol paulista registrava um embate de natureza jurídica e institucional. A CBF protocolou uma representação criminal contra Alexandre Domenico, conhecido como Alê e presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, vinculada ao Corinthians. A entidade pediu ao Ministério Público do Estado de São Paulo a abertura de inquérito policial ou Procedimento Investigatório Criminal para apurar postagens feitas pelo dirigente nas redes sociais.

Na publicação que motivou a representação, o presidente da organizada criticou duramente a arbitragem e afirmou possuir informações sobre os locais de hospedagem das equipes de arbitragem que atuam nos jogos do Corinthians. Na mensagem, ele declarou publicamente que a situação estava insustentável para segurar a massa. Para a CBF, as manifestações ultrapassaram a crítica esportiva legítima, assumindo caráter intimidatório ou ameaçador contra os profissionais do apito.

Diante do teor das mensagens, a confederação solicitou o reforço imediato na segurança dos árbitros em hotéis, estádios e deslocamentos. Além disso, pediu a preservação dos dados da publicação, a oitiva de dirigentes da Gaviões da Fiel e a adoção de medidas cautelares na esfera cível e coletiva contra a torcida organizada e seus representantes. Após a repercussão negativa, Alexandre Domenico afirmou que fez a postagem em perfil pessoal como torcedor e negou qualquer intenção de promover violência ou ameaçar os profissionais.

Fontes consultadas

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