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Esportes

Justiça avalia responsabilidade do São Paulo em lesão do zagueiro Ruan Tressoldi

Ex-defensor cobra R$ 14 milhões do clube enquanto perícia aponta que calendário apertado agravou problema físico.

Por 3 min de leitura

Justiça avalia responsabilidade do São Paulo em lesão do zagueiro Ruan Tressoldi
Justiça avalia responsabilidade do São Paulo em lesão do zagueiro Ruan Tressoldi

O São Paulo e o ex-defensor Ruan Tressoldi enfrentam uma fase decisiva em uma disputa judicial na qual divergem sobre as responsabilidades em torno de uma lesão sofrida pelo atleta em 2025. O jogador cobra do clube uma indenização de R$ 14 milhões, sob a acusação de negligência durante sua passagem pela equipe do Morumbi, enquanto a perícia técnica analisa o impacto da gestão física do clube sobre o problema de saúde.

Um ponto central da investigação técnica envolve a análise de registros de GPS fornecidos pelo próprio clube, que demonstram que Tressoldi participou de quatro partidas completas em um intervalo de apenas 12 dias, entre o fim de abril e o mês de maio de 2025. O perito concluiu que a ausência de um controle adequado dessa sequência intensa de jogos contribuiu de maneira moderada para o agravamento de uma lesão pré-existente no menisco lateral do joelho do atleta.

Apesar de apontar que o esforço físico acelerou a evolução do problema em um tecido já fragilizado, o laudo pericial afasta a hipótese de responsabilidade exclusiva do clube e ressalta que não foram identificados danos permanentes à capacidade profissional do jogador. Atualmente, o defensor segue exercendo suas atividades profissionais, tendo passado por cirurgia em julho de 2025 e retornado aos gramados pelo Atlético em outubro do mesmo ano.

A defesa do São Paulo contesta as conclusões apresentadas e argumenta que o atleta suportou volumes elevados de treinos e jogos durante a pré-te temporada de janeiro sem manifestar complicações semelhantes. O clube também sustenta que houve redução na intensidade dos treinamentos nos intervalos das partidas e que a ruptura do menisco decorre de um processo de degeneração natural preexistente no joelho do jogador.

Além da discussão sobre o laudo, o processo judicial envolve questionamentos técnicos por parte da instituição paulista, que solicitou uma nova avaliação assinada por um médico, uma vez que o documento atual foi subscrito por um fisioterapeuta. Por sua vez, a defesa do atleta também manifestou ressalvas, considerando insuficiente o entendimento de que não houve sequelas funcionais ou danos estéticos decorrentes da lesão.

A ação judicial também reúne outras acusações feitas pelo zagueiro, que incluem a suposta ausência de seguro obrigatório, tratamento médico inadequado prestado pelo clube e atrasos no pagamento de direitos de imagem. O julgamento em primeira instância está agendado para a próxima semana, momento em que o magistrado responsável deverá ponderar as evidências técnicas e os argumentos de ambas as partes.

Fontes consultadas

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