Vivo lança serviço via satélite em parceria com a Starlink no Brasil
A nova tecnologia permite o uso de aplicativos de mensagens e mapas em áreas sem cobertura móvel terrestre.
A operadora Vivo lançou nesta segunda-feira (26) o Vivo Satélite, um novo serviço que conecta smartphones compatíveis diretamente à rede de satélites de órbita baixa da Starlink em regiões desprovidas de cobertura móvel terrestre. A novidade foi estruturada para atender clientes elegíveis com acesso a recursos essenciais de comunicação e navegação.
Entre as ferramentas suportadas nesta fase inicial estão mensagens de texto, áudios e chamadas de voz pelo WhatsApp, além de serviços como SMS, iMessage, Google Mensagens, Google Maps, Apple Maps e o aplicativo oficial da operadora. A utilização de videochamadas, navegação livre em sites da internet e chamadas convencionais permanece bloqueada.
Para ter acesso à tecnologia, o usuário precisa atender a determinados requisitos técnicos. É necessário possuir um aparelho compatível com as redes LTE ou 5G, chip atualizado ou eSIM, manter o sistema operacional atualizado e habilitar o roaming de dados. A Vivo mantém a lista de modelos homologados e a verificação de elegibilidade em seus canais de atendimento e aplicativo.
O funcionamento da tecnologia exige condições específicas de visibilidade do céu, uma vez que barreiras físicas como o teto de veículos, copas densas de árvores e edifícios altos podem interromper a comunicação. O serviço utiliza a tecnologia Direct-to-Device, operando nas faixas de 2,5 GHz e 2,6 GHz por meio de uma cooperação experimental acompanhada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Em termos de custos, a oferta promocional é gratuita por tempo limitado para os clientes contemplados. Para pessoas físicas, a gratuidade é oferecida por 12 meses, enquanto clientes empresariais contam com o benefício por três meses. A gratuidade abrange planos elegíveis das modalidades pós-paga, controle e pré-pagos com recargas acima de um determinado valor.
A infraestrutura busca ampliar a presença da operadora, cujas redes terrestres já cobrem grande parte da população nacional, permitindo que os assinantes mantenham a conectividade em locais remotos. A autorização regulatória para os testes e operação assistida foi renovada até abril de 2029, estabelecendo diretrizes para o uso secundário das frequências.