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Economia

Volkswagen planeja fim de Polo e T-Cross a combustão na Europa

Montadora alemã reduzirá seu portfólio pela metade até 2035 em meio à transição para veículos elétricos.

Por 2 min de leitura

Volkswagen planeja fim de Polo e T-Cross a combustão na Europa
Volkswagen planeja fim de Polo e T-Cross a combustão na Europa

A Volkswagen confirmou que os tradicionais modelos Polo e T-Cross com motores a combustão serão descontinuados na Europa dentro de um processo de transição natural que visa adequar o portfólio da marca até o ano de 2035. O anúncio foi feito pelo CEO da fabricante, Thomas Schäfer, em entrevista à revista britânica Autocar, destacando que a estratégia faz parte de um plano global para tornar a empresa mais rentável e simplificar sua gama de veículos.

Segundo o executivo, com o fim dos motores a combustão programado para o mercado europeu em 2035, veículos movidos a gasolina deixarão de conviver com suas respectivas variantes movidas a bateria. Dessa forma, modelos como o Polo e o T-Cross darão espaço definitivo aos equivalentes elétricos da nova família de veículos urbanos da marca, que inclui o ID. Polo e o ID. Cross.

A reorganização do portfólio prevê uma redução de cerca de metade dos veículos oferecidos pela montadora até 2035. A fabricante alemã também planeja diminuir consideravelmente o número de plataformas e arquiteturas eletrônicas para cortar custos e eliminar complexidades operacionais. Outros veículos já tiveram o fim de linha confirmado ou especulado em razão de mudanças estratégicas e baixas vendas, como os compactos A1 e Q2 da Audi e a minivan Touran.

Paralelamente à redução de modelos, o grupo enfrenta um plano de reestruturação profunda que inclui cortes expressivos de postos de trabalho na Europa, atingindo principalmente unidades fabris na Alemanha devido à capacidade ociosa e aos altos custos operacionais. Para enfrentar a concorrência de marcas chinesas de veículos elétricos de baixo custo, o CEO global Oliver Blume tem cobrado dos líderes europeus o estabelecimento de condições regulatórias adequadas e incentivos à produção local.

Apesar das profundas mudanças planejadas para o mercado europeu, a situação no Brasil segue em outra direção. De acordo com a montadora, não há qualquer previsão de demissões ou de redução de portfólio no território brasileiro. A empresa conduz investimentos expressivos da ordem de R$ 20 bilhões no país, com planos de lançar pelo menos sete novidades até 2028, incluindo uma nova picape e inéditos utilitários esportivos.

Enquanto isso, na Europa, a nova família de elétricos de entrada tem apresentado forte demanda, acumulando um volume expressivo de encomendas desde o início da produção em série. A aceitação desses modelos é vista pela gestão como um passo fundamental para sustentar a competitividade diante do avanço de concorrentes estrangeiros no continente.

Fontes consultadas

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