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Economia

Ações da CSN lideram quedas na Bolsa em dia de aversão ao risco

Setor de siderurgia e mineração sofre com incertezas eleitorais e pressão externa sobre o preço das commodities.

Por 3 min de leitura

Ações da CSN lideram quedas na Bolsa em dia de aversão ao risco
Ações da CSN lideram quedas na Bolsa em dia de aversão ao risco

As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registraram uma queda expressiva de 5,43% nesta quinta-feira, 22 de outubro, liderando as perdas entre as empresas que compõem o Ibovespa. O movimento de desvalorização atingiu de forma generalizada o setor de siderurgia e mineração, refletindo um cenário de cautela dos investidores tanto no mercado doméstico quanto no exterior.

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 1,15%, aos 204.120,12 pontos. Além da CSN, outros papéis do segmento também apresentaram recuos significativos, como Usiminas (USIM5), que caiu 4,81%, e Gerdau (GGBR4), com baixa de 3,92%. A Vale (VALE3), referência no setor de mineração, também acompanhou o movimento negativo, recuando 3,97% ao longo do dia.

Segundo Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, o desempenho negativo da Bolsa é resultado de uma combinação de fatores. "Temos uma tensão eleitoral pré-segundo turno, com os candidatos muito próximos nas pesquisas, e uma aversão ao risco vinda do mercado internacional que contamina a bolsa brasileira", afirmou o especialista. A falta de clareza sobre propostas concretas para o ajuste das contas públicas para 2027 também tem gerado preocupação entre os agentes financeiros.

No cenário internacional, a pressão sobre as commodities metálicas é agravada pela fraqueza da demanda chinesa e pelas incertezas quanto à oferta global. Analistas apontam que empresas como a CSN são particularmente sensíveis a esses fatores externos, além de enfrentarem desafios internos relacionados ao nível de alavancagem financeira, o que amplia a volatilidade dos papéis em momentos de instabilidade.

A aversão ao risco foi intensificada pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Relatos sobre planos de novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionaram os preços do petróleo, com o Brent superando a marca de US$ 113 por barril. Esse clima de incerteza global levou investidores a reduzirem posições em ativos de risco e buscarem proteção, impactando negativamente as bolsas de valores ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, o setor de tecnologia foi o mais afetado, com o índice Nasdaq registrando forte queda de 2,60%. O mau humor dos investidores foi alimentado por preocupações com os elevados custos de capital destinados à inteligência artificial, após resultados corporativos de gigantes como Meta e Tesla não convencerem o mercado. Esse ambiente de pessimismo em Wall Street reverberou diretamente no mercado brasileiro.

O dólar, por sua vez, fechou em alta de 0,22%, cotado a R$ 5,038. A valorização da moeda americana frente ao real reflete tanto o movimento global de busca por segurança quanto a cautela interna com o cenário eleitoral. A expectativa por novas pesquisas de intenção de voto manteve o mercado em compasso de espera, limitando o apetite por risco e pressionando os ativos de empresas exportadoras e produtoras de commodities.

Fontes consultadas

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