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Economia

Ações da CSN lideram altas do Ibovespa na véspera do segundo turno

Papéis da siderúrgica dispararam na bolsa brasileira em um pregão marcado por expectativas eleitorais e participação em leilão de gás natural.

Por 3 min de leitura

Ações da CSN lideram altas do Ibovespa na véspera do segundo turno
Ações da CSN lideram altas do Ibovespa na véspera do segundo turno

As ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) registraram forte alta de mais de 12% na última sessão de negོociação antes do segundo turno das eleições presidenciais, liderando os ganhos do Ibovespa na sexta-feira (23). O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com valorização de 0,47%, atingindo 205.082 pontos, impulsionado pelo posicionamento dos investidores na reta final do pregão.

O movimento de valorização da CSNA3 refletiu tanto o preço comprimido do papel quanto a melhora das expectativas para o setor siderúrgico diante do cenário global de commodities. Além disso, a companhia esteve recentemente em evidência no mercado ao arrematar lotes de gás natural em um leilão inédito promovido pela Pré-Sal Petróleo, voltado diretamente para a indústria nacional.

Realizado na quinta-feira (22), o certame comercializou a totalidade dos 110 lotes oferecidos pela União, somando 1,1 milhão de metros cúbicos diários. A CSN figurou entre as 23 empresas vencedoras da disputa, que reuniu grandes consumidores industriais com o objetivo de buscar alternativas para reduzir custos operacionais em processos produtivos intensivos em energia.

No cenário macroeconômico doméstico, o mercado financeiro operou com viés de otimismo cauteloso, refletindo apostas em uma potencial troca de governo que, segundo a leitura predominante entre os analistas, traria maior disciplina fiscal e menor interferência estatal na economia. O dólar à vista recuou 0,92%, fechando cotado a R$ 4,99, patamar simbólico que marcou o alívio na percepção de risco.

Outro fator que chamou a atenção na agenda econômica foi a divulgação do IPCA-15 de outubro, que registrou alta de 0,32%, desacelerando em relação aos 0,70% observados no mês anterior. No entanto, o acumulado em 12 meses subiu para 4,62%, mantendo-se próximo ao teto da meta de inflação e adicionando pressão sobre a política monetária, embora o noticiário tenha sido amplamente dominado pela reta final da campanha eleitoral.

Enquanto o mercado brasileiro reagiu positivamente aos desdobramentos locais e à alta de commodities energéticas que favoreceu empresas do setor, as bolsas de Nova York fecharam em queda. O ambiente externo foi penalizado por temores de reescalada nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, após declarações sobre potenciais operações militares que elevaram os preços do petróleo e repercutiram negativamente sobre os ativos globais de risco.

Apesar da alta expressiva registrada no último pregão da semana, o Ibovespa acumulou uma leve queda semanal de 0,17%. Analistas ressaltam que o comportamento dos ativos reflete apostas direcionadas de participantes institucionais e recomendam cautela diante da volatilidade típica de eventos binários como as eleições, cujos desdobramentos definitivos serão conhecidos após a apuração das urnas.

Fontes consultadas

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