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Economia

Ações da Suzano sobem após reeleição de Lula e prévia do Safra

Papéis da companhia figuram entre os poucos em alta na B3 com o avanço do dólar e expectativas positivas para o terceiro trimestre de 2026.

Por 3 min de leitura

Ações da Suzano sobem após reeleição de Lula e prévia do Safra
Ações da Suzano sobem após reeleição de Lula e prévia do Safra

As ações da Suzano (SUZB3) registraram forte valorização no pregão desta segunda-feira, figurando entre os raros papéis em alta na B3 após a repercussão da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto o mercado financeiro reagiu com instabilidade e forte alta do dólar diante de preocupações com as contas públicas, empresas exportadoras e com receitas atreladas a moedas estrangeiras funcionaram como uma espécie de refúgio para os investidores.

O movimento de valorização da Suzano também é impulsionado por expectativas favoráveis para o balanço do terceiro trimestre de 2026. Prévia divulgada pelo Banco Safra aponta que a companhia poderá superar as estimativas do consenso de mercado, projetando um EBITDA ajustado de R$ 5,95 bilhões para o período entre julho e setembro, o que representaria um salto de cerca de 26% em relação ao trimestre anterior.

O principal motor para esse desempenho positivo projetado é a incorporação operacional da Arbex, joint venture formada com a americana Kimberly-Clark voltada para o mercado de papéis sanitários e produtos de higiene. A transação, que entrou em vigor no dia 1º de julho de 2026, deu à Suzano o controle de 51% do negócio, ampliando sua presença global com 22 fábricas distribuídas por 14 mercados e comercialização em mais de 70 países.

Apesar do resultado consolidado robusto esperado pelo Safra, a divisão tradicional de celulose da companhia pode enfrentar pressões pontuais. O relatório estima que o segmento de celulose registre um EBITDA de aproximadamente R$ 4,8 bilhões, um recuo de 8% frente ao trimestre anterior, refletindo uma retração de 2% no preço médio realizado por tonelada, que deve ficar em torno de US$ 589.

No entanto, o cenário macroeconômico decorrente do resultado eleitoral tende a favorecer a estrutura de negócios da empresa. Com o real pressionado e o câmbio operando em patamares elevados — próximos de R$ 5,60 —, companhias voltadas à exportação ganham competitividade e margens protegidas, uma vez que sua base de receitas é predominantemente dolarizada.

Analistas do mercado financeiro apontam que o setor de papel e celulose, juntamente com outras exportadoras de commodities, tende a se beneficiar da volatilidade cambial e da aversão ao risco doméstico observada no pós-eleição. A capacidade da administração de gerenciar os custos de produção e integrar com sucesso as operações internacionais continuará sendo monitorada de perto pelos acionistas.

A divulgação oficial do balanço do terceiro trimestre da Suzano está agendada para o dia 5 de novembro, após o fechamento dos mercados. O relatório financeiro trará os números definitivos que permitirão mensurar o impacto real da consolidação da Arbex e o comportamento das margens operissionais frente ao cenário econômico atual.

Fontes consultadas

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