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Política

Ações judiciais e investigações miram offshores e conexões de Daniel Vorcaro

Processos nos EUA e relatórios da Polícia Federal apontam movimentações milionárias e ligações societárias envolvendo o ex-banqueiro.

Por 2 min de leitura

Ações judiciais e investigações miram offshores e conexões de Daniel Vorcaro
Ações judiciais e investigações miram offshores e conexões de Daniel Vorcaro

Empresas ligadas a Daniel Vorcaro receberam ao menos R$ 188 milhões após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, decretada em novembro de 2025. A informação consta em um processo apresentado pelo liquidante do banco à Justiça dos Estados Unidos e revelada pelo UOL nesta quarta-feira, 14.

Segundo os documentos judiciais, as transferências continuaram por pelo menos quatro meses após a liquidação. A movimentação mais recente identificada ocorreu em 23 de março de 2026, com o envio de aproximadamente R$ 27,6 milhões a uma empresa proprietária de imóveis em Miami. O liquidante busca recuperar ao menos R$ 851 milhões nos Estados Unidos.

Paralelamente, a Polícia Federal investiga a participação de Vorcaro em um esquema que utilizou usinas de energia solar em Jaguaruana, no Ceará, para beneficiar a família do senador Ciro Nogueira. De acordo com a investigação, uma participação na Trinity Energias Renováveis foi negociada abaixo do valor de mercado para transferir vantagens patrimoniais sem expor os reais beneficiários.

A estrutura societária permitiu que a empresa ligada à família de Ciro Nogueira recebesse dividendos e aportes financeiros regulares. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal indicam que a escolha da engenharia financeira visava burlar a fiscalização de órgãos reguladores do setor elétrico.

Em outra frente investigativa revelada em relatórios da Polícia Federal, o senador Flávio Bolsonaro aparecia como 'usuário master' da conta bancária de uma offshore que era sócia do jato executivo utilizado por Daniel Vorcaro. A conta na instituição financeira era de titularidade da Alcazar Holdings, administrada pelo advogado Willer Tomaz.

A defesa de Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz negaram que tenham dividido conta bancária e afirmaram que a vinculação era indevida, ressaltando que o próprio e-mail anexado pela investigação solicita a desvinculação da conta. O senador também reiterou que viajou de carona na aeronave a convite de Tomaz.

Fontes consultadas

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