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Saúde

Anvisa proíbe comercialização de kits detox irregulares com promessas terapêuticas

Agência alerta que produtos sem registro não possuem eficácia comprovada e podem oferecer riscos à saúde da população.

Por 3 min de leitura

Anvisa proíbe comercialização de kits detox irregulares com promessas terapêuticas
Anvisa proíbe comercialização de kits detox irregulares com promessas terapêuticas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, fabricação, distribuição e propaganda de uma série de produtos vendidos como kits detox. A medida, publicada no Diário Oficial da União, atinge itens produzidos pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., que eram comercializados sem o devido registro sanitário obrigatório no país.

Entre os itens vetados pela agência está um conjunto voltado para crianças de um a cinco anos de idade, que prometia realizar a desparasitação e a desinflamação do organismo dos menores. A Anvisa reforçou que, conforme a legislação brasileira, produtos classificados como alimentos ou suplementos alimentares não podem ostentar alegações de cura, prevenção de doenças ou tratamentos médicos, práticas que são exclusivas de medicamentos.

A fiscalização da agência destacou que os produtos eram divulgados com promessas de ações antifúngicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias e de fortalecimento do sistema imunológico. Além do kit infantil, a resolução abrange outros itens, como o carvão ativado vegetal, a prata coloidal e o ouro coloidal, que também apresentavam alegações terapêuticas proibidas por lei.

A busca por métodos de desintoxicação e emagrecimento muitas vezes leva consumidores a recorrerem a produtos sem comprovação científica. Especialistas em saúde alertam que, embora o interesse por uma alimentação equilibrada seja positivo, a substituição de hábitos saudáveis por suplementos milagrosos pode trazer riscos. O consumo de substâncias sem regulação pode causar interações medicamentosas indesejadas e efeitos adversos ao organismo.

No contexto de uma dieta balanceada, o foco deve ser a ingestão de alimentos in natura. Receitas que utilizam ingredientes como peixes magros, azeite de oliva e ervas frescas, por exemplo, são recomendadas por nutricionistas por fornecerem nutrientes essenciais, como proteínas e gorduras boas, sem a necessidade de recorrer a produtos industrializados com promessas duvidosas de desintoxicação.

Da mesma forma, o uso de chás, como o de hibisco, deve ser feito com cautela. Embora estudos indiquem que a planta possua compostos bioativos que auxiliam no metabolismo e na pressão arterial, a bebida não atua como uma solução isolada para a perda de peso. O consumo excessivo pode causar queda de pressão, náuseas e interferir na eficácia de medicamentos, sendo contraindicado para gestantes e lactantes sem orientação profissional.

A Anvisa reitera que a população deve desconfiar de produtos que prometem resultados rápidos ou curas milagrosas para problemas complexos de saúde. A orientação é sempre buscar o acompanhamento de profissionais habilitados e verificar se os produtos adquiridos possuem registro regular nos órgãos de vigilância sanitária competentes.

Fontes consultadas

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