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Assessor do Kremlin diz que Putin aceitaria ligação de Zelensky

Yuri Ushakov afirmou que o presidente russo nunca se recusou a dialogar para buscar uma solução para o conflito.

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Assessor do Kremlin diz que Putin aceitaria ligação de Zelensky
Assessor do Kremlin diz que Putin aceitaria ligação de Zelensky

O assessor do Kremlin Yuri Ushakov afirmou neste domingo (1º) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria disposto a atender a uma ligação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para discutir o fim da guerra entre os dois países. A declaração foi dada em um momento em que autoridades buscam reativar as negociações de paz, paralisadas desde fevereiro.

Questionado por jornalistas sobre como o líder russo reagiria a um telefonema direto do chefe de Estado ucraniano, Ushakov foi enfático na resposta. “Acho que ele responderia, claro. Putin nunca se recusou a dialogar”, declarou o assessor de política externa da Presidência russa, conforme relatos da imprensa internacional e da agência Interfax.

Apesar da sinalização de abertura para um contato direto, a manifestação do Kremlin não veio acompanhada do anúncio de uma conversa agendada ou de novas exigências formais para a retomada das conversas. O conflito armado entre as duas nações já ultrapassou quatro anos de duração e segue sem uma perspectiva concreta de encerramento imediato.

As articulações diplomáticas recentes também envolvem os Estados Unidos. Em outubro, o enviado especial do governo norte-americano, Steve Witkoff, comprometeu-se a apresentar uma nova proposta de paz aos governos de Moscou e de Kiev. A informação foi confirmada por Zelensky, que evitou entrar em detalhes sobre o teor da iniciativa.

O presidente ucraniano limitou-se a destacar que sua gestão está focada em diferentes tipos de garantias de segurança. A construção de mecanismos capazes de evitar novas ofensivas e assegurar a estabilidade territorial permanece como um dos principais entraves e desafios apontados por Kiev nas mesas de negociação.

As conversas trilaterais entre representantes da Rússia, da Ucrânia e dos Estados Unidos haviam sido interrompidas em fevereiro, pouco antes de uma escalada militar envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Com a mudança de foco do governo norte-americano para o Oriente Médio, a mediação internacional perdeu fôlego e as tratativas estagnaram.

Ainda não há confirmação oficial por parte do governo russo sobre a realização de reuniões presenciais ou de um telefonema efetivo entre Putin e Zelensky. Enquanto analistas interpretam a fala de Ushakov como um gesto para testar a disposição ucraniana, a população civil continua sofrendo os impactos diretos da prolongada crise no Leste Europeu.

Fontes consultadas

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