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Economia

Audi reduz projeção financeira para 2026 após queda nas vendas globais

A montadora alemã atribuiu a revisão para baixo em suas metas a desafios no mercado chinês, pressão de preços e incertezas energéticas.

Por 3 min de leitura

Audi reduz projeção financeira para 2026 após queda nas vendas globais
Audi reduz projeção financeira para 2026 após queda nas vendas globais

A montadora alemã Audi reduziu sua projeção financeira para o ano de 2026 após registrar um desempenho fraco nos primeiros nove meses do período. A empresa apontou como principais fatores para a retirada das metas anteriores a deterioração das condições de mercado na China, a intensificação da pressão sobre os preços, a concorrência global, as incertezas energéticas e a imposição de novas tarifas nos Estados Unidos.

Com o novo cenário, o grupo passou a projetar uma receita anual para 2026 entre 55 bilhões e 59 bilhões de euros, abaixo da estimativa anterior, que variava de 58 bilhões a 63 bilhões de euros. A margem operacional esperada também foi reduzida, passando de uma faixa de 5% a 7% para algo entre 3% e 5%. A expectativa para o fluxo de caixa líquido caiu para o intervalo de 2,5 bilhões a 3,5 bilhões de euros.

Os resultados dos primeiros nove meses do ano refletem a pressão enfrentada pela companhia. A receita do grupo recuou para 42,06 bilhões de euros, comparada aos 48,39 bilhões de euros registrados no mesmo período do ano anterior. O lucro operacional encolheu de 1,55 bilhão para 1,15 bilhão de euros, enquanto a margem operacional diminuiu de 3,2% para 2,7%. O lucro após impostos apresentou queda de 41%, situando-se em 1,21 bilhão de euros.

No panorama de entregas globais, o Brand Group Progressive entregou 1.056.103 veículos, abaixo da marca de 1.191.141 unidades observada no ano passado. As entregas da marca Audi isoladamente tiveram uma retração de 11,4%, somando 1.042.150 veículos comercializados. Enquanto mercados como Alemanha e Europa registraram crescimentos modestos, os volumes caíram de forma expressiva na China e na América do Norte.

As entregas na China sofreram uma baixa de 24,5%, totalizando 328.042 veículos, e o mercado norte-americano apresentou queda de 17,3%, com 128.749 unidades entregues. Por outro lado, a Alemanha teve alta de 1,8%, alcançando 152.011 veículos, e o restante da Europa subiu 1,3%, com 360.649 unidades. O segmento de veículos totalmente elétricos registrou recuo global de 12%, embora tenha avançado em mercados específicos como Alemanha e China.

Diante desse cenário desafiador, a fabricante anunciou planos para intensificar os cortes de custos e complexidade, elevar a eficiência operacional e realizar investimentos seletivos em novas tecnologias, inteligência artificial e sistemas de assistência ao motorista. Recentemente, a empresa revelou planos para investir cerca de 4 bilhões de dólares na criação de sua primeira fábrica nos Estados Unidos.

O CEO da Audi, Gernot Döllner, afirmou que a situação econômica exige uma renovação consistente da marca. De acordo com o executivo, as prioridades estabelecidas envolvem a redução de despesas, o aumento da qualidade e da produtividade, além de investimentos direcionados em produtos inovadores e no fortalecimento da presença em mercados em crescimento.

Fontes consultadas

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