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Economia

Preço médio do carro zero-km cai no Brasil, mas modelos populares sobem

Enquanto o mercado geral registra retração real nos preços devido a promoções e negociações, veículos de entrada ficam mais caros.

Por 3 min de leitura

Preço médio do carro zero-km cai no Brasil, mas modelos populares sobem
Preço médio do carro zero-km cai no Brasil, mas modelos populares sobem

O preço médio dos automóveis zero-quilômetro registrou queda real de 2,8% no Brasil em 2026, considerando o impacto da inflação, de acordo com um levantamento divulgado pela Bright Consulting. A média dos valores de tabela anunciados pelas montadoras ficou em R$ 166.142, enquanto o preço efetivamente negociado nas concessionárias caiu para R$ 150.622, gerando uma diferença média de R$ 15.520 entre os valores.

Apesar da retração no panorama geral, o movimento de queda não alcançou os consumidores que buscam os veículos mais acessíveis do mercado. A média de preço dos dez modelos de menor custo subiu 3,3%, passando de R$ 88.035 em setembro para R$ 90.935 em novembro. O Fiat Mobi destaca-se como o modelo mais econômico, com preço promocional de R$ 72.490, enquanto metade dos carros da lista de populares ultrapassa a faixa de R$ 94 mil.

A disparidade entre o preço de tabela e o valor praticado nas lojas é impulsionada por campanhas promocionais, bônus e negociações diretas. Em consultas recentes, modelos de entrada apresentaram descontos superiores a R$ 10 mil, condicionados a prazos, estoques e formas de pagamento. Essa dinâmica também se estende a modalidades específicas de compra, como as vendas diretas para pessoas com deficiência, segmento em que veículos eletrificados, a exemplo do BYD Dolphin Mini, contam com reduções expressivas proporcionadas por isenções fiscais.

No Rio Grande do Norte, o mercado automotivo apresentou forte expansão. Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves cresceram 28% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 2.737 unidades, segundo dados compilados da Secretaria Nacional de Trânsito. No acumulado de janeiro a setembro, o Estado registrou 16.998 novos emplacamentos de automóveis, representando alta de 32,3% frente ao mesmo período de 2025, conforme a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.

O crescimento das vendas no território potiguar foi acompanhado pela diversificação das preferências dos consumidores, com forte inserção de veículos eletrificados. Em setembro, modelos como o Geely EX2 e o BYD Dolphin Mini figuraram entre os mais vendidos ao lado de utilitários tradicionais como a Fiat Strada. Os automóveis eletrificados responderam por 38,4% dos registros de automóveis e comerciais leves no Estado naquele mês, evidenciando a busca por tecnologias alternativas e economia de combustível.

Apesar do avanço expressivo dos veículos novos, o mercado de usados e seminovos mantém ampla superioridade no Estado. Registros anteriores apontam que o volume de negociações de usados chega a ser quase quatro vezes maior do que o de unidades novas. A queda real nos preços dos veículos zero-quilômetro e as promoções promovidas pelas montadoras tendem a exercer pressão sobre o mercado de seminovos, obrigando lojistas e proprietários a ajustarem os valores para preservar a competitividade das ofertas.

Fontes consultadas

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