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Economia

Boeing projeta dobrar tráfego aéreo de carga até 2045

A fabricante norte-americana prevê uma demanda por cerca de 3 mil novas aeronaves cargueiras e convertidas nas próximas duas décadas.

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Boeing projeta dobrar tráfego aéreo de carga até 2045
Boeing projeta dobrar tráfego aéreo de carga até 2045

A Boeing divulgou sua previsão global de carga aérea projetando que o tráfego mundial do setor deverá dobrar até o ano de 2045, impulsionado pelo comércio eletrônico e pelo transporte de mercadorias de alto valor. De acordo com a fabricante, a frota global de aeronaves cargueiras deve ultrapassar a marca de 4 mil unidades ao longo do horizonte de projeção.

Para atender a essa demanda esperada, a companhia estima a necessidade de aproximadamente 3 mil novas aeronaves cargueiras e modelos convertidos nos próximos vinte anos. Esse panorama de mercado reforça o posicionamento da empresa nos setores de aviação comercial e de defesa, oferecendo suporte estratégico a companhias aéreas e clientes de logística globalmente.

Apesar dos resultados financeiros mistos recentes, que incluem um prejuízo básico por ação e interrupções passadas em linhas de montagem, a perspectiva de forte demanda por frete aéreo sustenta a relevância da carteira de pedidos da empresa. Analistas apontam que o monitoramento das encomendas divulgadas nos próximos ciclos será o teste real para confirmar se as projeções se transformarão em unidades entregues.

Em um contexto histórico curioso sobre os testes da fabricante, a empresa utilizou nove toneladas de batutas e vegetais em 2012 para testar a instalação de redes de internet sem fio em suas aeronaves. Como o teor de água e a composição química do vegetal simulam de forma próxima o corpo humano na reflexão e absorção de ondas eletromagnéticas, os engenheiros puderam acelerar drasticamente os testes de sinal sem recorrer inicialmente a voluntários humanos.

Enquanto isso, no cenário de aviação executiva e militar, a marca também se envolveu em discussões recentes após transações e repasses de aeronaves. Entre os episódios destacados na imprensa, Archer Aviation firmou acordo para adquirir três subsidiárias da gigante aeroespacial — Wisk Aero, SkyGrid e Insitu —, em uma movimentação que altera o panorama competitivo da aviação elétrica e autônoma.

Paralelamente, a operação de grandes jatos da fabricante gerou debates políticos nos Estados Unidos, especialmente após voos de baixa altitude sobre Washington realizados por uma versão militar do Boeing 747. O episódio gerou preocupações entre moradores e autoridades locais sobre a segurança do espaço aéreo restrito da capital norte-americana, exigindo esclarecimentos da Administração Federal de Aviação.

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