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Economia

Boletim Focus eleva projeções para dólar, inflação e juros

Relatório divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira reflete pessimismo do mercado financeiro após o processo eleitoral.

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Boletim Focus eleva projeções para dólar, inflação e juros
Boletim Focus eleva projeções para dólar, inflação e juros

O Banco Central publicou nesta terça-feira o Boletim Focus, trazendo uma revisão generalizada para cima nas projeções de inflação, taxa de juros e câmbio para os próximos anos. O levantamento marca o primeiro documento consolidado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evidencia uma deterioração na percepção dos economistas em relação às contas públicas e ao cenário macroeconômico brasileiro.

Para a cotação do dólar no encerramento de 2026, a mediana das estimativas do mercado financeiro subiu expressivamente de R$ 5,05 para R$ 5,34. A projeção para o câmbio no fim de 2027 também avançou, passando de R$ 5,15 para R$ 5,40, o que interrompe uma sequência anterior de três semanas consecutivas de quedas nas expectativas para a moeda norte-americana.

As projeções para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), seguiram a mesma tendência de alta. A estimativa para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, permanecendo acima do teto da meta perseguida pela autoridade monetária, que é de 4,50%. Para 2027, a revisão foi ainda mais intensa, com a projeção saltando de 4,34% para 4,76%.

No que tange à política monetária, a taxa básica de juros, a Selic, teve suas expectativas elevadas para o fim de 2026, passando de 13,25% para 13,50%. Para o término de 2027, a projeção intermediária subiu de forma acentuada de 11,75% para 12,50%. O anúncio coincide com o início da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que definirá os próximos rumos da taxa de juros no país.

Em meio ao cenário de inflação e juros mais elevados, as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro sofreram revisões para baixo pelo terceiro período consecutivo. A expansão estimada do PIB para 2026 recuou de 1,80% para 1,76%, enquanto a expectativa para o ano seguinte diminuiu de 1,31% para 1,20%.

Especialistas do mercado apontam que a combinação de juros restritivos por um período prolongado e maior pressão sobre os custos pode limitar a atividade corporativa e o consumo. A valorização recente da moeda estrangeira no mercado à vista também impõe desafios adicionais ao controle inflacionário conduzido pelo Banco Central.

Fontes consultadas

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