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Economia

Dívida pública do Brasil atinge o maior nível em cinco anos

Endividamento do setor público alcançou 82,9% do PIB em setembro, pressionado por déficits fiscais e despesas elevadas com juros.

Por 2 min de leitura

Dívida pública do Brasil atinge o maior nível em cinco anos
Dívida pública do Brasil atinge o maior nível em cinco anos

A dívida bruta do setor público brasileiro alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro, somando R$ 11,1 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O patamar representa o maior nível para o endividamento do país em mais de cinco anos, igualando a marca registrada em março de 2021, durante a pandemia de Covid-19.

O resultado foi influenciado por um déficit primário de R$ 5,5 bilhões registrado em setembro pelo conjunto do setor público, que engloba o governo federal, estados, municípios e empresas estatais. Enquanto o governo federal apresentou superávit de R$ 3,5 bilhões no mês, estados e municípios registraram déficit de R$ 5,6 bilhões, e as estatais fecharam o período com resultado negativo de R$ 3,4 bilhões.

No acumulado de 12 meses, as despesas com o pagamento de juros da dívida pública chegaram a R$ 1,205 trilhão, o que equivale a 8,99% do PIB. Considerando tanto o resultado primário quanto os juros, o déficit nominal do setor público alcançou R$ 113 bilhões em setembro.

Especialistas apontam que a trajetória de alta na dívida acende alertas para a estabilidade macroeconômica do país. Economistas avaliam que a combinação de déficits recorrentes e taxas de juros elevadas pressiona a inflação, encarece o custo do crédito e reduz os investimentos produtivos, prejudicando o crescimento econômico e a geração de empregos.

Projeções da Instituição Fiscal Independente indicam que, sem mudanças estruturais nas regras de despesas, o endividamento poderá superar 100% do PIB em 2032. O órgão aponta que medidas adotadas recentemente, como reajustes de programas sociais e perdas de arrecadação, exigirão um ajuste fiscal robusto para reequilibrar as contas públicas nos próximos anos.

Analistas do mercado financeiro reforçam que o desafio para conter o avanço da dívida passa por uma revisão rigorosa na qualidade e no ritmo de crescimento dos gastos públicos, além de reformas que desindexem despesas obrigatórias do orçamento da União.

Fontes consultadas

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