Brasil registra 84 milhões de inadimplentes e dívida pública atinge R$ 11,1 tri
O volume de pessoas com contas em atraso bateu recorde histórico no país, enquanto os indicadores fiscais apontam forte pressão dos juros sobre as contas do governo.
O Brasil alcançou a marca histórica de 84,2 milhões de inadimplentes no mês de setembro, superando o patamar registrado em agosto, segundo levantamento divulgado pela Serasa. Cada consumidor negativado acumula uma dívida média de R$ 7.093,83, o que equivale a cerca de 4,4 salários mínimos atuais. O segmento de bancos e cartões de crédito lidera a concentração das pendências, respondendo por 27,16% do total, seguido pelas instituições financeiras com 20,66% e pelas contas de consumo básicas, como água, luz e gás, que somam 20,32%.
Para tentar amenizar o endividamento da população, uma nova etapa do Feirão Limpa Nome foi iniciada com a oferta de centenas de milhões de propostas e a participação de milhares de empresas. Os descontos oferecidos podem chegar a até 99% nos débitos válidos, com a remoção imediata do nome do devedor dos cadastros de restrição ao crédito após a confirmação do pagamento.
Enquanto as famílias lidam com o peso das prestações e dos juros no orçamento doméstico, o setor público também enfrenta desafios expressivos com o endividamento. Dados divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro, o que representa um montante de R$ 11,1 trilhões. No acumulado do ano, o indicador apresentou uma elevação significativa em relação aos períodos anteriores.
A Dívida Pública Federal avançou 0,97% no mesmo mês, atingindo R$ 9,383 trilhões, impulsionada principalmente pela apropriação de juros ao estoque. A Dívida Líquida do Setor Público, por sua vez, alcançou R$ 9,4 trilhões, equivalente a 70% do PIB. O colchão da dívida, reserva financeira mantida para períodos de instabilidade, registrou alta e passou a ser suficiente para cobrir os vencimentos previstos para os próximos meses.
As despesas com o pagamento de juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, elevando o total acumulado em 12 meses para R$ 1,205 trilhão, o que corresponde a quase 9% do PIB. O impacto dos encargos financeiros sobre os títulos públicos e as operações cambiais continua a pressionar o déficit nominal, que alcançou cifras expressivas no período.
No cenário econômico mais amplo, o mercado financeiro tem demonstrado cautela frente às incertezas fiscais, elevação das taxas de juros e aos desdobramentos políticos. Analistas e operadores acompanham de perto os próximos passos da política monetária e fiscal, enquanto o setor produtivo debate alternativas para conter o crescimento da dívida e restaurar a estabilidade econômica.
Fontes consultadas
- Casal financia apartamento de luxo, mas só o marido paga as parcelas; após o divórcio, a esposa exige metade do imóvel alegando comunhão parcial - Correio Braziliense correiobraziliense.com.br
- O encontro Lula/Lara, a nova taxa Selic, suas causas, consequências e viabilidade cadaminuto.com.br
- Serasa: Brasil registra 84 milhões de inadimplentes pela 1ª vez pleno.news
- Economia: o Brasil não é um país para amadores - Egídio Serpa - Diário do Nordeste diariodonordeste.verdesmares.com.br
- Dívida pública brasileira chega a R$ 9,4 trilhões, enquanto endividamento bruto atinge 82,9% do PIB e déficit soma R$ 5,5 bilhões jornalgrandebahia.com.br