Campanha de Lula e oposicionistas disputam redutos no Rio de Janeiro
Aliados do bolsonarismo na Baixada Fluminense intensificam apoio presidencial para o segundo turno no estado fluminense.
As campanhas presidenciais voltaram suas atenções para os redutos eleitorais fluminenses no segundo turno, com foco especial na Baixada Fluminense, região que abriga mais de três milhões e meio de habitantes. A movimentação ocorre após o desempenho expressivo do candidato do Partido Liberal no estado durante o primeiro turno.
No primeiro turno da disputa, o candidato liberal superou o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma margem superior a um milhão e duzentos mil votos no território fluminense. Diante desse cenário, a estratégia petista busca recuperar terreno em municípios onde o adversário obteve vantagem expressiva, planejando atos públicos na região metropolitana.
Durante a primeira etapa do pleito, a articulação de campanha do presidente tentou ampliar sua base por meio de alianças amplas com partidos de centro, incluindo a candidatura estadual do ex-prefeito. No entanto, o resultado nas urnas ficou abaixo das expectativas da coligação, com vitórias registradas em poucos municípios do estado.
Com o encerramento da disputa para o governo estadual, lideranças políticas locais que antes mantinham postura de neutralidade ou foco em outras alianças passaram a atuar abertamente na campanha presidencial do Partido Liberal. Entre os grupos de destaque estão figuras influentes da política de Duque de Caxias, lideradas pela família de Washington Reis.
O prefeito da cidade de Duque de Caxias, Netinho Reis, integrou-se ativamente à mobilização oposicionista. O comitê que antes servia de base para a coligação local foi transformado em um centro de distribuição de material de campanha para o candidato do PL, localizado às margens da rodovia Washington Luiz.
Do outro lado, a coordenação da campanha de esquerda aposta em manifestações de rua e atos de mobilização popular para reverter o quadro no Rio de Janeiro. A estratégia inclui a realização de eventos em locais tradicionalmente associados a concentrações de apoiadores da direita, buscando ampliar o diálogo com o eleitorado urbano.
A disputa no estado do Rio de Janeiro evidencia a centralidade que a região metropolitana ganhou no cenário nacional, tornando-se o principal palco de confrontação política e de caça aos votos décimo a décimo para a reta final do pleito presidencial.
Fontes consultadas
- Who is on your ballot? wvik.org
- Planisfério rtp.pt
- Historiadores explicam por que homens em retratos antigos posavam com uma mão dentro do colete ou do casaco diariodepernambuco.com.br
- Poder municipal inicia drenagem dos bairros atingidos pela enchente correiodopovo.com.br
- Rival campaigns target Bolsonaro strongholds in Rio valorinternational.globo.com