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Política

Campanha de Lula pedirá cassação da chapa de Flávio Bolsonaro no TSE

Ação acusa a Meta de manipulação algorítmica e favorecimento ao candidato da oposição durante o processo eleitoral.

Por 2 min de leitura

Campanha de Lula pedirá cassação da chapa de Flávio Bolsonaro no TSE
Campanha de Lula pedirá cassação da chapa de Flávio Bolsonaro no TSE

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para protocolar uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. Os advogados da coligação petista sustentam que a empresa Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, teria operado seus sistemas de recomendação, inteligência artificial e ferramentas de revisão de anúncios em benefício do candidato do PL e em prejuízo da reeleição do atual mandatário.

A peça jurídica argumenta que os episódios relatados configuram abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Entre as denúncias, a campanha aponta mensagens internas de funcionários da Meta que supostamente reconhecem limitações indevidas aplicadas às postagens da conta oficial de Lula, além de um suposto tratamento preferencial no impulsionamento e na distribuição de conteúdos do senador e de aliados políticos.

A representação também destaca o engajamento considerado atípico do perfil do deputado federal Nikolas Ferreira no Instagram, cujos vídeos alcançam dezenas de milhões de visualizações. De acordo com os dados apresentados na ação, a média de curtidas, comentários e interações por publicação na página de Flávio Bolsonaro supera a registrada pelo perfil de Lula, mesmo o candidato do PL possuindo uma base menor de seguidores na mesma rede social.

Outro ponto abordado na petição envolve o funcionamento das ferramentas de inteligência artificial da Meta e do X, com acusações de que os sistemas geravam propagandas associadas a Flávio Bolsonaro, mas recusavam comandos semelhantes para o presidente da República. A campanha também menciona o impulsionamento de uma publicação de caráter negativo contra Lula feita pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, utilizando recursos da entidade industrial.

Em resposta às acusações, a Meta negou qualquer tipo de favorecimento político ou interferência no processo eleitoral. A empresa declarou que os problemas técnicos relatados tiveram abrangência global e atingiram contas em diferentes países, reforçando que seus algoritmos e sistemas operacionais não são projetados para privilegiar candidatos, partidos ou correntes ideológicas.

O movimento jurídico ocorre em meio a decisões recentes do ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, que determinou tratamento isonômico entre os candidatos nas plataformas digitais e exigiu correções nas contas de anúncios da campanha petista, sob pena de aplicação de multas diárias. O andamento da representação e a apuração dos fatos seguem sob análise da Justiça Eleitoral brasileira.

Fontes consultadas

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