Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro buscam apoios de governadores
Senador lidera a contagem inicial de palanques estaduais alinhados para o segundo turno da eleição presidencial.
O início do segundo turno da eleição presidencial deu início a uma disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo apoio de governadores eleitos e candidatos que ainda disputam o comando dos estados. Um levantamento aponta que o candidato do PL larga na frente nessa articulação, reunindo ao menos 17 governadores ou concorrentes estaduais alinhados, enquanto o atual presidente concentra cerca de nove apoios.
A busca por essas alianças tem como objetivo não apenas o endosso público, mas a incorporação de estruturas políticas locais e a ampliação da mobilização em regiões estratégicas. Entre os nomes cortejados pelas duas campanhas está a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que chegou ao segundo turno sem declarar apoio a nenhum dos presidenciáveis. O partido da gestora declarou neutralidade na disputa nacional, liberando seus filiados.
No mapa de apoios de Flávio Bolsonaro, destacam-se estados das regiões Sudeste e Sul. Em São Paulo, o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) comprometeu-se a participar ativamente da campanha. No Rio Grande do Sul, o senador conta com o governador eleito Luciano Zucco (PL), além de contar com Sergio Moro (PL) no Paraná e Jorginho Mello (PL) em Santa Catarina. Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (PSD) confirmou aliança com o parlamentar.
Por outro lado, Lula concentra boa parte de sua força no Nordeste, onde o PT pretende intensificar a votação. Os governadores reeleitos Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, Elmano de Freitas (PT), no Ceará, e Rafael Fonteles (PT), no Piauí, devem ser acionados para reforçar a mobilização. A campanha petista avalia que a participação dessas estruturas locais pode reverter quedas registradas no primeiro turno em relação ao pleito anterior.
Outros chefes de Executivo estadual permanecem indefinidos, como Dr. Furlan (PSD) no Amapá, Eduardo Braide (PSD) no Maranhão e JHC (PSDB) em Alagoas. As negociações com os governadores ocorrem em paralelo às conversas conduzidas nacionalmente com as siglas partidárias.
Em paralelo ao cenário eleitoral, o governo federal movimentou-se no âmbito judicial sobre a regulação de apostas online. O advogado-geral da União, Jorge Messias, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) classificando a regulação das bets como falha e comparando a atividade a um dragão indomável.
Em manifestação entregue ao ministro Luiz Fux, a Advocacia-Geral da União defendeu a manutenção da proibição das apostas e solicitou a realização de uma nova audiência pública sobre o tema. O debate envolve contestações apresentadas por entidades representativas do setor e pelo Flamengo contra medidas provisórias do governo.