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Política

Canal de Janones no WhatsApp mobiliza apoiadores de Lula para o segundo turno

Iniciativa batizada de 'Exército do Lula' alcança quase dois milhões de seguidores, gerando reações de adversários políticos no cenário eleitoral.

Por 2 min de leitura

Canal de Janones no WhatsApp mobiliza apoiadores de Lula para o segundo turno
Canal de Janones no WhatsApp mobiliza apoiadores de Lula para o segundo turno

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou no início da semana uma ferramenta de comunicação no aplicativo WhatsApp, denominada 'Exército do Lula', com o propósito de organizar e engajar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra Flávio Bolsonaro (PL). Em poucos dias, a mobilização digital atraiu quase dois milhões de seguidores.

Por meio da ferramenta, Janones envia orientações em áudio e vídeo para os apoiadores, detalhando estratégias de atuação nas redes sociais. Entre as diretrizes repassadas pelo parlamentar aos seguidores estão instruções sobre como evitar a publicação simultânea de vídeos idênticos, o estímulo a colaborações entre perfis distintos e a repetição de conteúdos para ampliar a circulação de mensagens favoráveis ao projeto petista.

A iniciativa gerou forte reação no meio político. O senador Carlos Viana (PSD), derrotado na tentativa de reeleição e atual aliado de Flávio Bolsonaro, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Janones. Viana argumenta que a dinâmica de comandos em massa remete a práticas adotadas no pleito de 2022 e pede que a Justiça eleitoral avalie a legalidade da atual mobilização digital.

De forma semelhante, o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo) criticou severamente a movimentação. Chiquini anunciou a intenção de denunciar Janones ao Ministério Público sob a acusação de promoção de supostos crimes eleitorais e disseminação de informações falsas por meio do grupo massivo de apoiadores criado no aplicativo de mensagens.

A estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno também passou por alinhamentos em Brasília, onde o presidente se reuniu com jovens parlamentares recém-eleitos, como Ana Elisa e Pedro Rousseff. A articulação visa dar maior agilidade à comunicação, incorporando vídeos em formato selfie com linguagem direta e focando em propostas voltadas para o futuro, abandonando a ênfase excessiva em comparações com administrações passadas.

Enquanto a base governista enxerga na iniciativa de mobilização digital uma estratégia legítima e necessária para ampliar o alcance eleitoral diante do cenário de disputa acirrada, opositores apontam riscos e alegam que o uso de redes e canais centralizados de mensagens pode violar as normas eleitorais vigentes.

Fontes consultadas

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