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Política

Canal 'Exército do Lula' atinge 10 milhões de seguidores no WhatsApp

Espaço coordenado pelo deputado André Janones alcançou a marca expressiva após intensa mobilização de apoiadores na reta final da campanha eleitoral.

Por 2 min de leitura

Canal 'Exército do Lula' atinge 10 milhões de seguidores no WhatsApp
Canal 'Exército do Lula' atinge 10 milhões de seguidores no WhatsApp

O canal "Exército do Lula", criado para mobilizar eleitores e simpatizantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no WhatsApp, alcançou a marca de 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira. Administrado pelo deputado federal André Janones, o espaço de transmissão se consolidou como o segundo maior canal da plataforma no Brasil, ficando atrás apenas do perfil "Pack de Figurinhas".

A trajetória do canal foi marcada por forte crescimento nos últimos dias, impulsionado por estratégias de engajamento promovidas pelo parlamentar e por um vídeo enviado pelo próprio presidente Lula, que incentivou a entrada de novos participantes. O principal rival político na ferramenta, a "Tropa do Flávio", associada ao grupo de apoio a Flávio Bolsonaro, registra cerca de 2,1 milhões de seguidores.

A marca histórica foi alcançada em meio a uma série de impasses e disputas judiciais no Tribunal Superior Eleitoral. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, havia determinado que empresas de tecnologia apresentassem relatórios técnicos sobre uma suposta atuação coordenada irregular nas redes sociais a partir do canal, investigando alegações de amplificação artificial de conteúdos e violações de regras.

Em resposta às determinações do tribunal, as plataformas Meta, Google e X informaram não ter identificado irregularidades no funcionamento do espaço. A Meta afirmou que o conteúdo não viola suas diretrizes internas. O Google apontou ausência de tráfego automatizado ou redes de robôs, enquanto o X identificou uma mobilização com milhões de publicações realizadas predominantemente por usuários brasileiros autênticos, prática permitida pelas normas vigentes.

A ofensiva jurídica gerou reações no meio político e acadêmico. O jurista e professor de direito constitucional Pedro Serrano avaliou que uma eventual suspensão do canal na reta final do pleito seria ilegal e indevida, ponderando que medidas dessa natureza poderiam interferir no resultado da eleição. Por outro lado, a campanha adversária vinha questionando a ausência de registro oficial inicial e a conduta dos administradores.

Para barrar novas interrupções unilaterais, o ministro Floriano de Azevedo Marques concedeu uma liminar impedindo o bloqueio do canal sem a deliberação do plenário do TSE. Enquanto isso, o deputado André Janones utilizou o próprio espaço de mensagens para convocar os seguidores a defenderem a manutenção da página e a alcançarem a meta estipulada para o período que antecedeu o último debate presidencial na televisão.

Fontes consultadas

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