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Política

Casa Branca prepara plano para governar sem maioria no Congresso

Diante da possibilidade de derrota nas eleições de meio de mandato, assessores de Donald Trump articulam medidas executivas para manter a agenda do governo.

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Casa Branca prepara plano para governar sem maioria no Congresso
Casa Branca prepara plano para governar sem maioria no Congresso

O governo do presidente norte-americano Donald Trump vem se preparando há meses para uma possível perda de maioria no Congresso para o Partido Democrata, elaborando estratégias para continuar implementando pontos centrais de sua agenda política por meio de ações unilaterais.

Autoridades de alto escalão da administração federal, incluindo o vice-chefe de gabinete Stephen Miller e o diretor de orçamento Russell Vought, trabalham desde abril com o gabinete jurídico da Casa Branca. O objetivo é identificar medidas executivas aplicáveis nas áreas de imigração, tarifas alfandegárias, custos de moradia e gastos federais que não exijam aprovação parlamentar.

O conselheiro jurídico Will Scharf e sua equipe analisam os limites da autoridade do presidente e a forma de defender essas decisões perante os tribunais. As pesquisas de opinião indicam vantagem para os democratas na Câmara dos Representantes, enquanto a disputa pelo Senado permanece acirrada antes das eleições de meio de mandato.

Se os republicanos perderem o controle legislativo, a Casa Branca pretende explorar amplas prerrogativas executivas sobre comércio, política externa e burocracia federal. O próprio presidente afirmou recentemente que planeja utilizar o poder de veto inicialmente para conter iniciativas da oposição antes de buscar eventuais acordos.

Entre as medidas em estudo estão a imposição de novas tarifas sobre a importação de minerais essenciais e turbinas eólicas, o endurecimento de regras para vistos de estudantes e trabalhadores estrangeiros, além de iniciativas voltadas para baratear os custos de construção. O Escritório de Gestão e Orçamento também avalia o remanejamento de verbas já alocadas e alterações em subsídios.

Apesar do planejamento para governar por decretos, o governo reconhece que uma vitória democrata trará obstáculos significativos, especialmente no bloqueio de indicações para o Judiciário e cargos executivos no Senado. Contudo, o maior desafio para a administração será lidar com o poder de investigação da oposição.

Assessores presidenciais já orientaram líderes de órgãos federais sobre como responder a intimações e pedidos de documentos do Congresso. A Casa Branca também busca respaldo jurídico no Departamento de Justiça para tentar invocar o privilégio executivo e proteger comunicações de assessores contra escrutínios parlamentares.

A porta-voz da administração rejeitou os cenários de derrota e enfatizou que o governo continuará focado na segurança de fronteiras e no apoio aos trabalhadores norte-americanos, enquanto analistas políticos apontam que a dependência de decretos executivos deverá se intensificar caso a oposição assuma o comando do Legislativo.

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