Pular para o conteúdo
Brasil

Cedae conclui manutenção anual no Sistema Guandu no Rio de Janeiro

Parada preventiva visa preparar a estação de tratamento para o aumento da demanda durante o verão e afeta o fornecimento em diversos municípios.

Por 2 min de leitura

Cedae conclui manutenção anual no Sistema Guandu no Rio de Janeiro
Cedae conclui manutenção anual no Sistema Guandu no Rio de Janeiro

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro concluiu os serviços de manutenção preventiva anual na Estação de Tratamento de Água Guandu, localizada em Nova Iguaçu, após paralisar a produção do sistema. A intervenção, realizada com o objetivo de preparar a infraestrutura para a alta no consumo durante a estação mais quente do ano, foi finalizada no final da noite de terça-feira.

A operação contou com o trabalho de quinhentos funcionários divididos em mais de cem frentes de atuação para executar vistorias, limpezas e reparos preventivos e corretivos em equipamentos essenciais. Entre as melhorias executadas esteve também a instalação de um macromedidor, equipamento de grande porte destinado a otimizar o monitoramento do volume de água transportado pelas tubulações.

O Sistema Guandu é reconhecido mundialmente como a maior estação de tratamento de água em operação contínua e responde pela produção de aproximadamente 43 mil litros por segundo. A estrutura abastece cerca de nove milhões de pessoas na capital fluminense e em municípios da Baixada Fluminense, incluindo Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

Segundo a diretora de Saneamento e Grande Operação da companhia, Elisa Silva, a manutenção anual garante que o sistema chegue ao período de maior demanda em plenas condições operacionais, reduzindo drasticamente as chances de paralisações emergenciais. Concessionárias responsáveis pela distribuição, como a Águas do Rio, aproveitaram a paralisação para realizar intervenções complementares em redes e sistemas de bombeamento.

Com a conclusão dos trabalhos pela estatal, a retomada da produção de água começou de maneira gradativa, aguardando os trâmites operacionais das distribuidoras. A normalização completa do fornecimento de água para todas as regiões afetadas pode levar até setenta e duas horas, com prazos maiores previstos para áreas elevadas e pontas de rede.

Paralelamente aos impactos da manutenção programada, moradores de bairros da Zona Norte da capital enfrentaram transtornos adicionais devido ao rompimento de uma tubulação de grande porte na comunidade Rio do Ouro, no bairro de Irajá. Equipes técnicas atuaram no local para conter o vazamento, que afetou dezenas de localidades e exigiu a interdição total de imóveis na região afetada devido ao risco estrutural.

Fontes consultadas

Leia também