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Brasil

Manutenção no Sistema Guandu suspende abastecimento de água

Paralisação atinge a capital fluminense e sete municípios da Baixada Fluminense para serviços preventivos.

Por 2 min de leitura

Manutenção no Sistema Guandu suspende abastecimento de água
Manutenção no Sistema Guandu suspende abastecimento de água

A Companhia Estadual de Águas e Sɛgotos do Rio de Janeiro (Cedae) realiza nesta terça-feira a manutenção preventiva anual do Sistema Guandu, suspendendo a produção de água para a cidade do Rio de Janeiro e outros sete municípios da Baixada Fluminense. A interrupção começou às 4h da madrugada e a conclusão dos trabalhos está programada para as 4h de quarta-feira, quando o fornecimento começará a ser retomado de maneira gradual.

Além da capital, a suspensão afeta os moradores de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. O Sistema Guandu é responsável por produzir em média 43 mil litros de água por segundo e abastece aproximadamente 9 milhões de pessoas. Desde 2007, a Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu detém o reconhecimento do Guinness como a maior estação de tratamento contínuo de água do mundo.

Para executar a intervenção, a Cedae mobilizou 500 profissionais distribuídos em mais de 100 frentes de trabalho. As equipes realizam vistorias, limpezas e manutenções preventivas e corretivas em equipamentos e estruturas estratégicas. Entre as inovações desta parada está a instalação de um macromedidor, um equipamento de grande porte que funciona como hidrômetro para tubulações principais.

De acordo com a diretora de Saneamento e Grande Operação da Cedae, Elisa Silva, a manutenção preventiva garante que o sistema chegue ao verão em plenas condições operacionais. A gestora explicou que a medida reduz significativamente a probabilidade de paralisações emergenciais ou reduções de capacidade justamente no período do ano em que o consumo de água atinge os níveis mais elevados.

A normalização completa do abastecimento não ocorre de forma imediata após o término dos serviços na estação e pode levar até 72 horas. O processo de recuperação depende da atuação das concessionárias privadas responsáveis pela distribuição e ocorre de maneira gradativa, com maior demora nas regiões mais altas e nas extremidades das redes de abastecimento.

As empresas distribuidoras Águas do Rio, Rio+Saneamento e Iguá informaram que o fornecimento será restabelecido aos poucos e recomendaram que a população utilize a água armazenada em caixas d'água e cisternas de forma consciente. Durante o período de interrupção e normalização, hospitais, unidades de urgência e emergência e escolas têm prioridade no atendimento por meio de caminhões-pipa disponibilizados pelas operadoras.

Fontes consultadas

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