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Política

Centrão se reúne com Hugo Motta para discutir regras eleitorais

Encontro em Brasília debate mudanças no sistema de votação diante do avanço da direita no Congresso.

Por 2 min de leitura

Centrão se reúne com Hugo Motta para discutir regras eleitorais
Centrão se reúne com Hugo Motta para discutir regras eleitorais

Presidentes e líderes de partidos que compõem o Centrão se reuniram em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir propostas de alteração no sistema eleitoral brasileiro. A articulação ocorre em um momento em que as legendas buscam se reorganizar frente ao fortalecimento de bancadas de direita no Congresso Nacional para a próxima legislatura.

Durante o encontro, os dirigentes partidários avaliaram três principais alternativas ao atual modelo proporcional para tentar conter a perda de espaço político para legendas como o PL, que conquistou a maior bancada na Câmara dos Deputados. Entre as opções discutidas estão a adoção do sistema distrital misto, a implementação do distritão e a retomada das coligações nas eleições proporcionais, proibidas desde 2017.

No modelo distrital misto em análise, metade das vagas seria preenchida pelos candidatos mais votados em distritos específicos, enquanto a outra metade seguiria listas elaboradas pelos partidos. Já no distritão, seriam eleitos diretamente os concorrentes com as maiores votações individuais, desconsiderando o desempenho global das legendas ou federações.

A movimentação do Centrão também se insere no contexto das articulações políticas voltadas para as futuras Mesas Diretoras do Congresso Nacional, previstas para fevereiro de 2027. O grupo busca consolidar uma aliança ampla em torno da recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara, isolando potenciais candidaturas da oposição e garantindo a autonomia do Poder Legislativo.

Aliados apontam que o bloco partidário tem buscado dialogar com diferentes correntes políticas para assegurar sustentabilidade institucional. A estratégia envolve a manutenção do controle sobre a agenda de votações e a preservação da influência parlamentar sobre o Orçamento da União, independentemente dos desdobramentos das negociações com o Poder Executivo.

Apesar da costura conduzida pelos dirigentes, parlamentares reconhecem que o apoio formal das cúpulas partidárias precisará ser confirmado pelo voto secreto dos deputados na eleição interna. O cenário na Câmara permanece dinâmico, com debates paralelos sobre pautas prioritárias e a composição de comissões permanentes para o próximo período legislativo.

Fontes consultadas

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