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Ciberataque contra supermercados na França atinge sistemas de refrigeração

Piratas informáticos elevaram a temperatura de frigoríficos em centenas de lojas francesas, resultando em prejuízos milionários e preocupações com a segurança alimentar.

Por 2 min de leitura

Ciberataque contra supermercados na França atinge sistemas de refrigeração
Ciberataque contra supermercados na França atinge sistemas de refrigeração

Na madrugada de segunda-feira, 12 de outubro de 2026, um ciberataque inédito e coordenado atingiu os sistemas de controle de refrigeração de centenas de supermercados em território francês. Piratas informáticos invadiram de forma remota os equipamentos e elevaram as temperaturas até 50 graus Celsius, quebrando a cadeia de frio necessária para a conservação de alimentos frescos e congelados.

De acordo com dados divulgados pelo ministro das Finanças francês, Roland Lescure, cerca de 700 estabelecimentos do total de 10 mil supermercados do país foram afetados pela investida cibernética. Grandes redes como Intermarché, Netto, Coopérative U, Carrefour, Monoprix e E. Leclerc figuraram entre os alvos, provocando o descarte de toneladas de produtos e prejuízos que somam dezenas de milhões de euros em um único dia.

A gravidade da situação levou a autoridade francesa de cibersegurança a emitir um alerta nesta quarta-feira sobre a probabilidade de o ataque ainda estar em curso. O órgão recomendou que os estabelecimentos restabeleçam a conexão dos refrigeradores à internet exclusivamente por redes protegidas ou VPNs seguras, além de realizarem atualizações de software e trocas imediatas de senhas.

A Europol, agência da União Europeia para a Cooperação Policial, abriu investigações para apurar o caso em paralelo com um incidente cibernético semelhante registrado nos Países Baixos, envolvendo a empresa-mãe Ahold Delhaize. No entanto, o Centro Nacional de Cibersegurança neerlandês apontou que ainda não há elementos que comprovem uma relação direta entre os episódios na Europa.

Autoridades e especialistas locais divergem sobre a autoria e os motivos por trás da ação criminosa. Enquanto Thierry Cotillard, presidente da Intermarché, levantou a hipótese de extorsão ou de uma tentativa de desestabilização política ligada ao contexto geopolítico, o ex-diretor de operações da Agência Francesa de Cibersegurança, François Deruty, sugeriu que os responsáveis podem variar desde agentes estatais sofisticados até um estudante insatisfeito.

O ministro Roland Lescure pontuou que, embora o abastecimento alimentar nacional não corra risco imediato, o incidente atinge o cerne da segurança alimentar do país e serve como um alerta urgente. O caso evidencia os riscos crescentes da digitalização de infraestruturas e a vulnerabilidade decorrente do uso de softwares desatualizados em equipamentos essenciais.

Fontes consultadas

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