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Política

Cleitinho defende votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Governador eleito de Minas Gerais e senador, Cleitinho Azevedo reafirmou apoio ao projeto e à campanha de Flávio Bolsonaro, apesar de divergências sobre a jornada de trabalho.

Por 3 min de leitura

Cleitinho defende votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Cleitinho defende votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado

O senador e governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), declarou nesta quinta-feira (8 de outubro de 2026) seu apoio à votação célere da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1. Durante encontro com aliados em Brasília, o parlamentar afirmou que pretende participar da votação da matéria no plenário do Senado antes de encerrar seu mandato legislativo em dezembro.

A proposta em discussão estabelece a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado e vedando a redução salarial. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro, mas o avanço para o plenário gerou um embate direto entre a base governista e a oposição em pleno período eleitoral.

Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula a aprovação da medida antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, parlamentares da oposição apostam no cumprimento dos prazos regimentais para adiar a decisão. A base governista estuda apresentar um requerimento de calendário especial ou solicitar a quebra de interstício para encurtar os prazos de discussão e votação.

Por outro lado, senadores do PL e aliados de Flávio Bolsonaro defendem o rito normal de tramitação. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) argumentam que o intervalo obrigatório entre os turnos de votação impede a conclusão da análise antes da data do pleito. Líderes da oposição também avaliam estratégias regimentais para dificultar o avanço da matéria caso a base tente acelerar o processo.

No centro das discussões políticas, Cleitinho Azevedo rebateu críticas de que sua defesa da pauta tenha motivação eleitoral. Afirmando ter experiência por já ter atuado sob o modelo 6x1, o senador sustentou que a mudança para o modelo 5x2 representa uma melhoria necessária para os trabalhadores. Ele também sugeriu que o governo federal estude medidas de compensação para as empresas, como a redução de impostos aos empregadores.

Durante o evento político, Cleitinho também comentou sua relação com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que adota postura contrária à PEC da jornada fixa e defende um modelo de jornada flexível com base na negociação direta entre patrões e empregados. Comparando a divergência política a um casamento, o governador eleito confirmou que mantém integralmente seu apoio à candidatura de Flávio desde o início do ano.

A articulação governista prevê que a primeira votação da PEC ocorra na próxima quinta-feira (15 de outubro), caso o plenário aprove os requerimentos de aceleração. Para ser aprovada, a proposta exige o voto favorável de pelo menos três quintos dos senadores em dois turnos distintos.

Fontes consultadas

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