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Esportes

Corinthians acumula atrasos na CNRD e enfrenta nova crise institucional

Clube paulista soma R$ 16 milhões em débitos não quitados, lida com ameaças de sanções esportivas severas e registra a saída do executivo de futebol Marcelo Paz.

Por 3 min de leitura

Corinthians acumula atrasos na CNRD e enfrenta nova crise institucional
Corinthians acumula atrasos na CNRD e enfrenta nova crise institucional

O Sport Club Corinthians Paulista enfrenta um momento de intensa instabilidade financeira e administrativa após o atraso no pagamento de parcelas de um acordo estabelecido com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF. A sexta parcela do acordo coletivo, que totaliza aproximadamente R$ 8 milhões e venceu em 17 de outubro, não foi quitada. Com outra pendência anterior, o montante em atraso chega a cerca de R$ 16 milhões, ameaçando o plano coletivo de reestruturação de dívidas do clube.

Diante da inadimplência, o Cuiabá, que atua como principal credor do acordo devido a valores de transferências como as de Raniele, Jonatan Cafu e Antônio Oliveira, acionou a CNRD. O clube mato-grossense solicitou o endurecimento das punições, exigindo a ampliação da proibição de registro de novos jogadores por seis meses a partir de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão, ou alternativamente a extensão da sanção atual até o fechamento da janela de transferências do início de 2027.

A situação institucional e financeira do Corinthians é agravada por outras restrições. Atualmente, o clube conta com três proibições de transferências ativas, incluindo dois bloqueios impostos pela FIFA devido ao descumprimento de compromissos com o Philadelphia Union, da MLS, e a acordos relacionados a Charles e ao empréstimo de Talles Magno. Outros credores, como empresários e agências, também avaliam recorrer à CNRD para tentar cancelar o plano coletivo e solicitar bloqueios de valores junto à CBF, o que pode resultar em sanções esportivas adicionais, como a perda de pontos.

No âmbito administrativo, a crise se refletiu na saída do executivo de futebol Marcelo Paz, oficializada em comum acordo após uma reunião com o presidente Osmar Stabile. Paz deixou o cargo em meio à pressão interna, aos resultados negativos da equipe no Campeonato Brasileiro e a protestos de torcidas organizadas. Contratado em dezembro de 2025 para substituir Fabinho Soldado, o dirigente conduzia as negociações do departamento de futebol e a estratégia de contratações focada em atletas livres ou por empréstimo devido às restrições orçamentárias.

A gestão do departamento de futebol também foi marcada por divergências internas entre o executivo e a presidência em negociações de atletas ao longo do ano. Decisões da diretoria superior interromperam tratativas avançadas, como a proposta do Milan pelo volante André e negociações para a chegada de reforços como Alisson e o atacante Kayky. A saída de Paz ocorre em um cenário de transição política para o clube, que tem eleições presidenciais marcadas para 28 de novembro e a posse de uma nova gestão prevista para 1º de janeiro de 2027.

Em nota oficial divulgada em seu site, o Corinthians reconheceu a gravidade da situação financeira ligada à CNRD e afirmou que a diretoria tem trabalhado arduamente para regularizar os pagamentos e cumprir suas responsabilidades. Enquanto busca soluções para conter a pressão dos credores e evitar agravamentos nas penalidades desportivas, a equipe tenta recuperar o desempenho em campo na reta final da temporada.

Fontes consultadas

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