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Corinthians enfrenta atrasos nos direitos de imagem e risco de rescisões

Clube acumula dívidas com o elenco e enfrenta bloqueios e transfer bans em meio a uma grave crise financeira.

Por 3 min de leitura

Corinthians enfrenta atrasos nos direitos de imagem e risco de rescisões
Corinthians enfrenta atrasos nos direitos de imagem e risco de rescisões

O Corinthians enfrenta um momento delicado em sua gestão financeira com o acúmulo de atrasos no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores do elenco profissional masculino, o que abre brecha legal para que atletas recorram à Justiça em busca de rescisões unilaterais. A pendência referente a setembro completou três meses de atraso, elevando o montante total devido aos atletas a aproximadamente R$ 30 milhões. A situação se agravou no mesmo dia em que Marcelo Paz deixou o departamento de futebol do clube.

A inadimplência representa o maior período de atrasos registrado pela gestão de Osmar Stábile ao longo de 2026. Embora os salários registrados em carteira (CLT) sigam em dia, o impacto no elenco varia de acordo com a remuneração, já que os atletas mais bem pagos recebem até metade de seus vencimentos atrelados à imagem. Além disso, o clube ainda acumula débitos referentes a premiações de campeonatos anteriores.

O cenário de instabilidade financeira é refletido pelo déficit acumulado até julho, que alcançou R$ 278 milhões, superando com folga os R$ 77 milhões previstos inicialmente no orçamento. O planejamento orçamentário também contava com cerca de R$ 144 milhões em receitas líquidas com a venda de atletas na janela do meio do ano, negociações que não se concretizaram devido ao foco nas disputas da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Fora das quatro linhas, o clube paulista lida com múltiplos bloqueios judiciais e administrativos. O Corinthians possui transfer bans ativos vinculados a dívidas com o Philadelphia Union, com o Midtjylland e com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF, totalizando cerca de R$ 21,5 milhões em penalidades que impedem o registro de novos jogadores.

No âmbito da CNRD, o clube está com duas parcelas em atraso no plano coletivo de pagamento que soma R$ 76 milhões. Com o descumprimento, o Cuiabá intensificou a pressão exigindo a extensão do transfer ban até 2028, a extinção do certificado de clube formador e o questionamento jurídico do status do Corinthians como clube profissional.

Outras modalidades da instituição também sofrem com os impactos da crise. No basquete, o atraso nos direitos de imagem chegou a três meses, e o gerente da modalidade, Gustavo Freitas, precisou desembolsar recursos próprios para custear despesas de logística e hospedagem de atletas retidos no exterior durante viagens para competições sul-americanas.

Para tentar amenizar o endividamento geral, que se aproxima de R$ 2,8 bilhões, a diretoria busca alternativas nas negociações da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. O clube obteve uma pausa temporária nos pagamentos e a liberação de valores de contas-reserva, estratégias que buscam dar fôlego ao fluxo de caixa enquanto a equipe se prepara para os próximos confrontos decisivos na temporada.

Fontes consultadas

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