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Esportes

Corinthians acumula três meses de atraso no pagamento de direitos de imagem

Clube alvinegro não quitou a parcela devida ao elenco e enfrenta déficit financeiro expressivo e punições administrativas.

Por 2 min de leitura

Corinthians acumula três meses de atraso no pagamento de direitos de imagem
Corinthians acumula três meses de atraso no pagamento de direitos de imagem

O Corinthians não realizou o pagamento da parcela dos direitos de imagem do elenco masculino que venceu nesta terça-feira, atingindo o terceiro mês consecutivo de pendências financeiras com os atletas. Cada parcela representa aproximadamente R$ 10 milhões, elevando o montante total da dívida específica de imagem para cerca de R$ 30 milhões, no que constitui o maior período de atraso acumulado na atual gestão do clube.

Apesar do débito com os direitos de imagem, que podem compor até metade da remuneração dos jogadores mais bem pagos, a diretoria alvinegra mantém em dia os salários registrados em carteira sob o regime da CLT. O clube também acumula pendências relacionadas a premiações do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, complicando ainda mais o cenário econômico nos bastidores do Parque São Jorge.

Nos bastidores, a administração busca alternativas para aliviar o caixa, incluindo negociações para destravar valores ligados à Neo Química Arena que estavam retidos pela Caixa Econômica Federal e pelo Fundo Arena. Contudo, os recursos não chegaram a tempo de evitar o vencimento em aberto, e a diretoria financeira ainda tenta viabilizar o pagamento sem contar com uma previsão definitiva.

A crise financeira reflete-se de maneira drástica nos números oficiais do clube. Entre janeiro e julho de 2026, o Corinthians acumulou um déficit de R$ 278,705 milhões, valor que supera em 258% o prejuízo de R$ 77,862 milhões que havia sido previsto no orçamento para o mesmo período do ano.

Esse endividamento generalizado, estimado em R$ 2,8 bilhões, tem impactado diretamente o planejamento esportivo da equipe. Desde 21 de maio, o clube está proibido de registrar novos jogadores devido a punições do tipo transfer ban aplicadas pela Fifa, somando mais de 150 dias de restrições por dívidas com equipes estrangeiras como Philadelphia Union, Santos Laguna e Midtjylland.

Além das sanções internacionais, o clube voltou a descumprir um acordo firmado com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF ao deixar de pagar outra parcela de cerca de R$ 8 milhões. O Cuiabá, principal credor desse acordo coletivo, solicitou a ampliação da punição que impede a inscrição de reforços por mais seis meses.

Dentro de campo, o momento delicado nos bastidores coincide com a luta da equipe para se distanciar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, aumentando a pressão sobre a comissão técnica e a administração enquanto o clube lida com restrições severas em seu plantel.

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