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Corinthians avança em negociações com a Caixa para quitar dívida da Neo Química Arena

A proposta do clube paulista envolve a transferência dos naming rights do estádio para o banco estatal e a centralização de operações financeiras.

Por 2 min de leitura

Corinthians avança em negociações com a Caixa para quitar dívida da Neo Química Arena
Corinthians avança em negociações com a Caixa para quitar dívida da Neo Química Arena

O Corinthians avançou nas negociações com a Caixa Econômica Federal para um acordo estratégico que visa a quitação da dívida da Neo Química Arena, estimada entre R$ 630 milhões e R$ 650 milhões. As tratativas envolveram reuniões recentes na sede do banco em Brasília e encontros realizados em datas recentes, contando com a participação de dirigentes corintianos, como o presidente Osmar Stabile.

Como parte central da proposta, a diretoria alvinegra pretende transferir os naming rights do estádio para a instituição financeira pública. O clube avalia o espaço nominal da arena em cerca de R$ 70 milhões por ano, montante que supera o contrato vigente firmado em 2020 com a Hypera Pharma, que rende aproximadamente R$ 15 milhões anuais.

Para viabilizar a mudança sem penalizações contratuais, a cúpula do clube estuda oferecer à Hypera Pharma os naming rights de outras propriedades, como o CT Joaquim Grava. Além do direito de nome do estádio, o pacote comercial em discussão prevê a instalação de uma grande agência da Caixa na Neo Química Arena para atender o público da Zona Leste de São Paulo.

O acordo também engloba uma parceria financeira mais ampla, com a migração das contas correntes, da folha de pagamento, das receitas da arena e da arrecadação do clube para o banco estatal. O plano inclui ainda a criação de produtos exclusivos voltados para o programa Fiel Torcedor, novos títulos de capitalização e cartões personalizados.

Como sinal de avanço nas conversas, o Corinthians suspendeu o pagamento da terceira parcela trimestral da dívida, avaliada em cerca de R$ 28 milhões. A medida teve o aval preliminar da Caixa e garante fôlego financeiro para a agremiação enquanto os termos definitivos continuam sendo formalizados pelas partes.

Além da quitação do débito principal, a gestão corintiana busca a devolução de R$ 27 milhões que haviam sido depositados anteriormente em uma conta de garantia durante repasses trimestrais anteriores. A diretoria espera que a formalização ocorra nas próximas semanas, aliviando o fluxo de caixa do clube, que atualmente lida com um endividamento total na casa dos R$ 2,8 bilhões.

No entanto, o cenário político brasileiro surge como um fator de atenção nos bastidores, visto que o período eleitoral pode gerar interpretações sobre possíveis favorecimentos governamentais, exigindo uma condução puramente técnica das tratativas. A expectativa da administração alvinegra é consolidar o acordo para devolver a estabilidade financeira à instituição nos próximos anos.

Fontes consultadas

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