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Corinthians e Caixa avançam em negociações sobre a dívida da arena

Clube paulista e instituição financeira assinaram termo de confidencialidade em Brasília para discutir alternativas de quitação do débito.

Por 2 min de leitura

Corinthians e Caixa avançam em negociações sobre a dívida da arena
Corinthians e Caixa avançam em negociações sobre a dívida da arena

O Corinthians e a Caixa Econômica Federal avançaram nas negociações para definir alternativas de pagamento da dívida bilionária referente ao financiamento da Neo Química Arena. Em reunião realizada nesta sexta-feira em Brasília, representantes das instituições assinaram um termo de confidencialidade, conhecido como NDA, para dar continuidade às conversas de forma sigilosa e dentro dos limites legais.

O encontro contou com a presença do presidente corintiano, Osmar Stabile, de diretores do clube, de dirigentes do banco estatal, de lideranças da torcida organizada Gaviões da Fiel e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Embora as tratativas tenham apresentado progressos, as partes ainda não formalizaram um acordo definitivo para o débito, estimado entre R$ 630 milhões e R$ 660 milhões.

Em nota conjunta divulgada após a reunião, as instituições destacaram o compromisso com a transparência e a cooperação mútua. A administração corintiana busca encontrar soluções comerciais para amortizar ou quitar o financiamento do estádio inaugurado em 2014, cuja dívida total é apontada internamente como um dos principais fatores que agravam a crise financeira da equipe, cujo endividamento geral gira em torno de R$ 2,8 bilhões.

Entre as propostas avaliadas pela diretoria está a transferência dos direitos de exploração do nome da arena, os chamados naming rights, para a Caixa. Enquanto o contrato atual com a Hypera Pharma prevê valores inferiores, o clube estima que a marca do estádio possa render cerca de R$ 70 milhões por temporada, embora essa hipótese seja tratada com cautela pelas partes envolvidas.

Outras frentes discutidas incluem a criação de títulos de capitalização, a migração das operações financeiras do clube para o banco e a vinculação de cartões ao programa Fiel Torcedor. Paralelamente, o Corinthians obteve aval recente da instituição financeira para suspender temporariamente o pagamento de parcelas do acordo vigente, o que aliviou o fluxo de caixa alvinegro e permitiu a utilização de recursos de contas de reserva para quitar salários atrasados do elenco.

As conversas ocorrem em meio a um cenário de intensa pressão política e cobranças de torcedores no Parque São Jorge, além de um procedimento administrativo mantido pelo Ministério Público de São Paulo para apurar possíveis divergências na cobrança de juros e encargos pelo banco. Enquanto a direção tenta viabilizar um entendimento definitivo, analistas e dirigentes apontam que os passos seguintes dependerão de análises técnicas rigorosas antes de qualquer desfecho comercial.

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