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Esportes

Corinthians e Caixa negociam acordo para quitar dívida da Neo Química Arena

Tratativas contam com a participação do ministro Guilherme Boulos e envolvem a transferência de naming rights e produtos financeiros.

Por 2 min de leitura

Corinthians e Caixa negociam acordo para quitar dívida da Neo Química Arena
Corinthians e Caixa negociam acordo para quitar dívida da Neo Química Arena

A tentativa do Sport Club Corinthians Paulista de solucionar a dívida bilionária de sua arena ganhou novos contornos nesta sexta-feira, em Brasília. Representantes do clube paulista e da Caixa Econômica Federal reuniram-se para discutir alternativas financeiras, em um encontro que contou com a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além de dirigentes corintianos e integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel.

A dívida em questão é estimada entre R$ 630 milhões e R$ 640 milhões, valor remanescente do financiamento para a construção do estádio localizado em Itaquera, na Zona Leste da capital paulista. Durante a reunião na capital federal, as instituições formalizaram a assinatura de um termo de confidencialidade para permitir o avanço das tratativas comerciais e legais.

Entre as principais propostas avaliadas pelo clube para quitar o débito está a cessão dos direitos de nome da Neo Química Arena para a instituição financeira por um período determinado. A diretoria corintiana estima que o ativo possa alcançar um valor expressivo no mercado, embora o formato exato da operação ainda dependa de consenso entre as partes envolvidas.

As conversas em andamento também englobam a concentração das operações bancárias do clube no banco público, o que incluiria a gestão de contas, o pagamento de salários de funcionários e jogadores, além da oferta de produtos financeiros como títulos de capitalização e cartões vinculados ao programa de sócio-torcedor Fiel Torcedor.

O avanço nas negociações ocorre em um momento de forte pressão financeira para o Corinthians, que acumula um endividamento total próximo de R$ 2,8 bilhões. A proximidade de um acordo com um banco público federal, no entanto, gerou repercussão nas redes sociais, onde críticos e influenciadores levantaram questionamentos sobre o momento político e o impacto da medida.

Especialistas e analistas do setor esportivo também apontam disparidades em comparação a outros clubes brasileiros, que enfrentam dificuldades semelhantes para viabilizar e quitar financiamentos de suas próprias arenas construídas para eventos internacionais passados, sem o mesmo tipo de facilidade em negociações bancárias federais.

Apesar da formalização do termo de confidencialidade e do otimismo pontual manifestado nas discussões, Corinthians e Caixa ressaltam que ainda não há um compromisso definitivo firmado. Ambas as instituições afirmam que as conversas seguem em um ambiente de cooperação e transparência, dependendo de avaliações técnicas rigorosas antes de qualquer anúncio oficial.

Fontes consultadas

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