Debate presidencial é marcado por embates econômicos e propostas
Candidatos à Presidência discutiram endividamento familiar, gastos públicos e medidas para o sistema de saúde durante confronto na TV.
Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trocaram acusações e debateram propostas para a economia, saúde e segurança pública durante um debate televisivo realizado neste domingo (18). O encontro foi marcado por discussões sobre o endividamento das famílias brasileiras, o controle das contas públicas e a gestão de serviços essenciais.
Na área econômica, Flávio Bolsonaro prometeu melhorar as contas públicas em R$ 200 bilhões e criticou os gastos da gestão atual. O senador também apresentou propostas para renegociar dívidas, o que incluiria a compra de débitos junto aos bancos, congelamento da dívida por seis meses para pessoas físicas e carência de um ano para jurídicas, acompanhadas pela queda dos juros. Em contrapartida, o senador acusou o presidente de realizar gastos elevados para buscar a reeleição.
Por sua vez, Lula defendeu indicadores de seus mandatos, ressaltando o crescimento econômico e a aprovação de medidas voltadas para microempreendedores individuais e pequenas empresas. O presidente atribuiu pressões inflacionárias a conflitos internacionais e criticou as propostas do adversário, argumentando que o concorrente conhece a realidade dos trabalhadores apenas pela literatura.
A saúde pública também integrou os tópicos de confronto. Flávio Bolsonaro propôs elevar o padrão do Sistema Único de Saúde ao nível do Hospital Albert Einstein, sugerindo a implementação de um prontuário único, ampliação da telemedicina e uso de inteligência artificial. Lula questionou a viabilidade das propostas, acusou o adversário de planejar uma privatização do sistema e criticou a gestão da pandemia pelo governo anterior.
O debate abordou ainda temas sociais e trabalhistas, como as saídas temporárias de presos e a jornada de trabalho. Flávio afirmou ter votado pelo fim da escala 6x1 após ouvir trabalhadores, condicionando a folga à melhoria do poder de compra e segurança. Lula defendeu a recuperação dos detentos e destacou que condenados por crimes hediondos não têm acesso aos benefícios de saídas temporárias.
No campo da segurança pública, o candidato do PL prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas logo no início de um eventual mandato. Já o presidente defendeu a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para ampliar a atuação da União em questões de segurança que atualmente competem aos governos estaduais.