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Política

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alteração em arquivos de celular apreendido

Laudo particular entregue ao STF indica modificações em centenas de arquivos sob custódia da Polícia Federal.

Por 2 min de leitura

Defesa de Daniel Vorcaro aponta alteração em arquivos de celular apreendido
Defesa de Daniel Vorcaro aponta alteração em arquivos de celular apreendido

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma perícia particular que aponta a modificação de 657 arquivos e a criação de outros 436 no aparelho celular do investigado após sua apreensão pela Polícia Federal (PF). O documento foi protocolado pelos advogados no âmbito das apurações que envolvem as operações entre o Banco Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).

Segundo o laudo técnico entregue ao Supremo, as alterações ocorreram enquanto o dispositivo móvel estava sob custódia estatal. Para a defesa, a constatação impede a verificação da integralidade do conteúdo e torna incerto o alcance das modificações. Diante disso, os representantes legais exigiram que a PF entregue os dados originais do aparelho e reiteraram o pedido de soltura imediata do ex-banqueiro.

O caso faz parte dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, que resultou no indiciamento de Vorcaro e de mais 14 investigados. A Polícia Federal acusa o grupo de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro, apontando perdas de aproximadamente R$ 2,7 bilhões em operações com carteiras de crédito irregulares atribuídas à empresa Tirreno.

A defesa de Vorcaro nega veementemente as acusações e contesta os prejuízos calculados pelos investigadores. De acordo com os advogados, as carteiras de crédito iniciais foram substituídas por outros ativos e as transações geraram resultados positivos para o BRB. Além disso, a defesa sustenta que nenhuma perícia oficial comprovou os danos financeiros alegados pela corporação policial.

Em depoimento prestado anteriormente à PF, Vorcaro negou ter cometido fraudes, pediu o arquivamento do inquérito e solicitou autorização para responder às acusações em liberdade em sua residência. Na ocasião, o ex-banqueiro defendeu a realização de uma perícia independente para esclarecer as operações de troca de ativos e afirmou ter agido de boa-fé.

Paralelamente às investigações financeiras, o inquérito gerou repercussão na cúpula do Judiciário brasileiro. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, manteve sob sua relatoria os autos do caso do Banco Master até que o plenário da corte delibere sobre pedidos de investigações correlatas envolvendo ministros do tribunal, após a divulgação de relatórios da Polícia Federal que mencionam interações do ex-banqueiro com autoridades da corte.

Fontes consultadas

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