Delegado e agente da Polícia Civil da Paraíba são exonerados
As exonerações ocorrem no contexto de investigações da Operação Perfídus sobre desvio de drogas.
O delegado Braz Morroni de Paiva Junior e o chefe de investigação Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como Mão Branca, foram formalmente exonerados dos cargos de confiança que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado.
Apesar de perderem as funções de chefia em delegacias especializadas, ambos continuam vinculados à corporação e permanecem afastados de suas atividades habituais. Os dois estão presos preventivamente desde o início de junho, quando foram deflagradas as ações da Operação Perfídus.
A investigação conduzida pelo Ministério Público da Paraíba aponta a suposta participação de agentes públicos em um esquema voltado ao desvio de entorpecentes apreendidos. De acordo com os órgãos de persecução penal, o grupo atuava na apropriação de carregamentos de drogas para posterior comercialização ilegal.
Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, em João Pessoa. Segundo os levantamentos conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, o delegado é suspeito de receber lucros da revenda dos entorpecentes e de utilizar sua posição hierárquica para proteger outros investigados.
Já Eduardo Jorge Ferreira é apontado como participante direto no monitoramento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e no armazenamento das substâncias desviadas. Outro policial civil citado nas apurações é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como Bomba.
A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, fazendo com que oito investigados passassem a responder formalmente como réus em uma ação penal. Os crimes imputados incluem a integração de organização criminosa armada e suspeitas de lavagem de dinheiro por meio da ocultação de valores ilícitos.
Recentemente, a Justiça havia determinado a soltura de Braz Morroni e de outros dois agentes investigados na mesma operação, sob a justificativa de que eles já se encontravam formalmente afastados de suas funções públicas, impondo medidas cautelares como o comparecimento periódico aos tribunais e a proibição de contato com testemunhas e corréus.
Fontes consultadas
- Delegado Braz Morroni e agente Eduardo Jorge são exonerados dos cargos que ocupavam na Polícia Civil portalcorreio.com.br
- Diário Oficial confirma exoneração de Braz Morroni e Eduardo Jorge de cargos na Polícia Civil da Paraíba | Prensa Mercosur prensamercosur.org
- Polícia Civil investiga morte de idoso encontrado em imóvel abandonado na PB pbagora.com.br
- Braz Morroni e investigador presos são exonerados | WSCOM wscom.com.br
- Delegado e agente presos em operação sobre desvio de drogas são exonerados da Polícia Civil | Jornal da Paraíba jornaldaparaiba.com.br