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Política

Delegado e agente da Polícia Civil da Paraíba são exonerados

As exonerações ocorrem no contexto de investigações da Operação Perfídus sobre desvio de drogas.

Por 2 min de leitura

Delegado e agente da Polícia Civil da Paraíba são exonerados
Delegado e agente da Polícia Civil da Paraíba são exonerados

O delegado Braz Morroni de Paiva Junior e o chefe de investigação Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como Mão Branca, foram formalmente exonerados dos cargos de confiança que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Apesar de perderem as funções de chefia em delegacias especializadas, ambos continuam vinculados à corporação e permanecem afastados de suas atividades habituais. Os dois estão presos preventivamente desde o início de junho, quando foram deflagradas as ações da Operação Perfídus.

A investigação conduzida pelo Ministério Público da Paraíba aponta a suposta participação de agentes públicos em um esquema voltado ao desvio de entorpecentes apreendidos. De acordo com os órgãos de persecução penal, o grupo atuava na apropriação de carregamentos de drogas para posterior comercialização ilegal.

Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, em João Pessoa. Segundo os levantamentos conduzidos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, o delegado é suspeito de receber lucros da revenda dos entorpecentes e de utilizar sua posição hierárquica para proteger outros investigados.

Já Eduardo Jorge Ferreira é apontado como participante direto no monitoramento de carregamentos, na manipulação de rastreadores e no armazenamento das substâncias desviadas. Outro policial civil citado nas apurações é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como Bomba.

A Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, fazendo com que oito investigados passassem a responder formalmente como réus em uma ação penal. Os crimes imputados incluem a integração de organização criminosa armada e suspeitas de lavagem de dinheiro por meio da ocultação de valores ilícitos.

Recentemente, a Justiça havia determinado a soltura de Braz Morroni e de outros dois agentes investigados na mesma operação, sob a justificativa de que eles já se encontravam formalmente afastados de suas funções públicas, impondo medidas cautelares como o comparecimento periódico aos tribunais e a proibição de contato com testemunhas e corréus.

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