Pular para o conteúdo
Política

Deltan Dallagnol é eleito senador pelo Paraná, mas aguarda julgamento no TSE

Ex-procurador obteve votação expressiva nas urnas deste domingo, porém a validade do seu registro de candidatura ainda passará pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

Por 3 min de leitura

Deltan Dallagnol é eleito senador pelo Paraná, mas aguarda julgamento no TSE
Deltan Dallagnol é eleito senador pelo Paraná, mas aguarda julgamento no TSE

O ex-procurador e ex-deputado Deltan Dallagnol (NOVO) foi eleito senador pelo estado do Paraná nas eleições realizadas neste domingo (4 de outubro de 2026), conquistando cerca de 2,9 milhões de votos e alcançando a marca de 25,1% dos votos válidos. A vaga garantida nas urnas, no entanto, permanece sob suspense jurídico devido a pendências no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda deve julgar o mérito definitivo de sua candidatura.

A disputa em torno da elegibilidade de Dallagnol teve desdobramentos intensos nas vésperas do pleito. Na noite do sábado anterior à votação (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, havia determinado o indeferimento do registro da candidatura por entender que o político estaria inelegível em decorrência do caso que resultou na cassação de seu mandato na Câmara Federal em 2023.

Contudo, um novo despacho alterou o cenário horas antes do início da votação. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão monocrática anterior, permitindo que o postulante continuasse na disputa e que seus votos fossem contabilizados normalmente pelo sistema da Justiça Eleitoral. Graças a essa medida cautelar, ele pôde figurar na apuração oficial.

Durante a campanha, Dallagnol relatou ter enfrentado severas restrições e afirmou ter ficado impedido de realizar atividades de propaganda por cerca de 15 dias. Em discurso após a confirmação dos resultados parciais pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o senador eleito criticou o que classificou como barreiras impostas pelo sistema e declarou que o eleitorado paranaense demonstrou independência nas urnas.

Ao lado de Deltan Dallagnol, o candidato Filipe Barros (PL) também garantiu uma das duas vagas do Paraná para o Senado Federal, liderando a preferência no estado com 27,25% dos votos válidos. Em cidades específicas, como na capital Curitiba, Dallagnol obteve o primeiro lugar na preferência do eleitorado, registrando 26,99% dos votos válidos locais.

Agora, a efetivação do mandato com início previsto para fevereiro de 2027 depende exclusivamente do Plenário do TSE. Caso a Corte confirme a irregularidade do registro, os votos recebidos por ele serão anulados, o que poderá resultar na convocação de novas eleições para a vaga no estado. Se o entendimento favorável for mantido, o político será diplomado.

A indefinição jurídica sobre o futuro de candidaturas expressivas tem marcado o atual ciclo eleitoral. Além do caso paranaense, a agenda de julgamentos da mais alta Corte Eleitoral brasileira prevê análises de registros pendentes em outros estados antes do encerramento definitivo das etapas eleitorais de 2026.

Fontes consultadas

Leia também