Derrota de Esperidião Amin encerra ciclo de 16 anos sem mandatos eletivos
Ministro Gilmar Mendes lamentou o resultado eleitoral do senador catarinense nas urnas em outubro.
O senador Esperidião Amin (PP-SC), de 78 anos, não conseguiu a reeleição para o Senado nas eleições de 4 de outubro, ficando na terceira colocação na disputa por Santa Catarina. Com o revés eleitoral, o parlamentar ficará fora de cargos eletivos a partir de 2027, situação que não ocorria há 16 anos.
A derrota do político repercutiu no meio jurídico e político. O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para lamentar a saída de Amin do Congresso Nacional a partir de 2027, destacando a longa trajetória pública do catarinense.
Em sua publicação na plataforma X, Gilmar Mendes resgatou uma reflexão histórica de Jarbas Passarinho sobre a lógica e a irracionalidade dos movimentos populares, associando o pensamento ao resultado adverso enfrentado por Amin nas urnas catarinenses.
O ministro do STF enfatizou que o Congresso e o estado perderão a experiência e o talento político do senador, embora tenha ressaltado que permanecerá o legado de uma atuação séria e comprometida com o interesse público ao longo de quase seis décadas de vida pública.
Ao longo de sua trajetória, Esperidião Amin exerceu cargos de grande relevância, tendo sido prefeito de Florianópolis por duas oportunidades, governador do estado em duas gestões, deputado federal em três ocasiões e senador por duas vezes, além de ter presidido seu partido nacionalmente e disputado a Presidência da República em 1994.
No pleito de outubro, as duas vagas para o Senado por Santa Catarina a partir de 2027 foram conquistadas por Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos do PL, que chegam à Casa pela primeira vez. Amin obteve 1.233.034 votos, equivalentes a 15,31% dos válidos.
Mesmo sem renovar o mandato, Amin e outros parlamentares derrotados em todo o país ainda mantêm o direito a voto e participação nas deliberações do Congresso Nacional até o encerramento da atual legislatura, previsto para janeiro de 2027.
Nesse período final, os atuais legisladores participam de votações cruciais para o país, como a análise do Orçamento da União para o próximo ano e propostas de emenda constitucional de grande impacto na agenda legislativa brasileira.
Fontes consultadas
- Gilmar Mendes lamenta derrota de Esperidião Amin ao Senado por SC | G1 g1.globo.com
- Gilmar comenta não reeleição de Amin e cita 1974 - SpaceMoney spacemoney.com.br
- Orçamento, 6x1 e mais: não eleitos ajudam a traçar o rumo de temas centrais metropoles.com
- Parlamentares não reeleitos de 2026 ainda influenciam decisões legislativas até o início de 2027 - BH 24 Horas bh24horas.com.br