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Esportes

Dia Mundial do Judô destaca benefícios para idosos e novas gerações

Data comemorativa evidencia como a arte marcial contribui para a prevenção de quedas na terceira idade e impulsiona jovens atletas em competições internacionais.

Por 2 min de leitura

Dia Mundial do Judô destaca benefícios para idosos e novas gerações
Dia Mundial do Judô destaca benefícios para idosos e novas gerações

Celebrado em 28 de outubro, o Dia Mundial do Judô coloca em evidência os múltiplos benefícios proporcionados pela prática da modalidade, que vão desde a formação de novos talentos esportivos até a melhoria da qualidade de vida e da segurança física de pessoas idosas.

No cenário competitivo, a data coincide com o anúncio de novas oportunidades para jovens promessas do esporte brasileiro. O judoca Eduardo Tonial, conhecido como Pimentinha, de Videira, em Santa Catarina, foi convocado para integrar a equipe nacional no Campeonato Mundial Escolar Sub-18. A competição será realizada entre os dias 3 e 8 de dezembro, no Rio de Janeiro, reunindo atletas de todo o país.

Aos 17 anos de dedicação à modalidade, iniciada quando tinha apenas 6 anos de idade, Eduardo recebeu a confirmação da vaga durante uma competição nacional. Com treinos intensos em andamento, o atleta destaca que o esporte ensina lições fundamentais sobre disciplina, perseverança e a capacidade de superar dificuldades, mantendo a firmeza independentemente dos resultados obtidos no tatame.

Enquanto a nova geração busca espaço no cenário internacional, pesquisas científicas apontam que os benefícios do judô também se estendem à longevidade. Um estudo desenvolvido na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Unicamp, analisou praticantes seniores de artes marciais e constatou que o treinamento favorece a recuperação do tônus muscular, melhora o equilíbrio e ensina técnicas para amortecer quedas.

O tema é considerado relevante diante dos índices de acidentes domésticos na terceira idade. Dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) indicam que um em cada três indivíduos com mais de 65 anos sofre quedas anualmente, proporção que atinge 40% entre aqueles com 80 anos ou mais. Programas de atividades físicas direcionados ao equilíbrio auxiliam na redução desses riscos e na preservação da autonomia.

O levantamento da Unicamp, que acompanhou praticantes idosos com décadas de experiência na modalidade, também destacou o impacto positivo na convivência social e na saúde emocional. Segundo os pesquisadores, o ambiente das artes marciais promove o respeito mútuo e a valorização do conhecimento acumulado, permitindo que os praticantes mais velhos repassem ensinamentos às novas gerações e fortaleçam laços que ajudam a prevenir o isolamento e a garantir maior bem-estar.

Fontes consultadas

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