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Economia

Empresas enfrentam riscos com dividendos e métricas de distribuição

Análise do mercado financeiro aponta que distribuições elevadas de proventos exigem cautela diante da queda de valores patrimoniais.

Por 2 min de leitura

Empresas enfrentam riscos com dividendos e métricas de distribuição
Empresas enfrentam riscos com dividendos e métricas de distribuição

O cenário econômico recente tem colocado em evidência a sustentabilidade dos pagamentos de dividendos realizados por diversas companhias no mercado financeiro internacional. Especialistas apontam que rendimentos elevados exigem atenção rigorosa dos investidores, especialmente quando as métricas de lucro não cobrem adequadamente os valores distribuídos ou quando o fluxo de caixa apresenta insuficiência.

No caso dos fundos de investimento imobiliário focados em hipotecas, conhecidos como REITs de hipotecas, a métrica fundamental utilizada para avaliar a viabilidade dos pagamentos são os ganhos disponíveis para distribuição, conhecidos pela sigla EAD, juntamente com o valor patrimonial por ação, que atua como uma espécie de amortecedor para os acionistas.

Um exemplo recente que acendeu o sinal amarelo no setor foi o desempenho da empresa ADAM, que registrou um aumento de 11% em seus dividendos. No entanto, os ganhos disponíveis para distribuição, ou EAD, ajustados alcançaram a marca de 0,30 dólar, igualando exatamente o novo valor repassado aos acionistas e eliminando qualquer margem de segurança financeira, ao mesmo tempo em que o valor contábil da companhia sofreu uma retração de 22%.

Outras corporações do setor também enfrentam dificuldades severas ligadas à sustentabilidade de seus proventos. A Office Properties Income Trust, por exemplo, teve seu plano de reorganização sob o capítulo 11 confirmado e registrou um patrimônio líquido negativo de aproximadamente 630,6 milhões de dólares, resultando na eliminação efetiva de seus dividendos e colocando os acionistas comuns diante do risco de perdas totais.

Enquanto isso, a Orchid Island Capital mantém um rendimento expressivo impulsionado principalmente pela desvalorização de suas ações no mercado. Embora os pagamentos mensais atraiam investidores focados em renda, os papéis acumulam perdas significativas tanto no acumulado do ano quanto na variação de cinco anos, refletindo perdas expressivas em títulos hipotecários e operações de proteção.

Especialistas financeiros reforçam que um rendimento de dois dígitos só tem valor real caso a empresa possua capacidade operacional e financeira de mantê-lo a longo prazo. A dependência de novas emissões de dívida ou da venda de ações para cobrir os pagamentos de dividendos é considerada um indicativo claro de armadilha para o investidor desatento.

Fontes consultadas

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