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Economia

Lucro da Gerdau cresce 40% no terceiro trimestre e supera projeções

Empresa siderúrgica registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão, impulsionada pelo forte desempenho das operações na América do Norte.

Por 3 min de leitura

Lucro da Gerdau cresce 40% no terceiro trimestre e supera projeções
Lucro da Gerdau cresce 40% no terceiro trimestre e supera projeções

A Gerdau registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre de 2026, o que representa uma alta de 39,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço financeiro divulgado pela siderúrgica mostrou que o resultado foi fortemente impulsionado pelo desempenho das operações na América do Norte, compensando um cenário mais desafiador no mercado interno.

O EBITDA ajustado, que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 3,7 bilhões, registrando um crescimento de 37,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada da companhia atingiu 20,2%, com um avanço de cinco pontos percentuais no período de um ano. Já a receita líquida alcançou R$ 18,7 bilhões, alta de 3,9%.

O grande destaque do período foi a região norte-americana, que respondeu por 76,4% do EBITDA consolidado da empresa. A unidade gerou R$ 2,91 bilhões em resultado operacional, um salto de 60% em base anual, com a margem da região subindo para expressivos 27,7%. Segundo analistas e a própria companhia, os preços praticados nos Estados Unidos foram determinantes para o avanço da rentabilidade.

Em contrapartida, as operações no Brasil apresentaram um cenário de cautela. O EBITDA ajustado doméstico recuou 2,8% em base anual, somando R$ 741 milhões, embora a margem tenha apresentado uma leve melhora para 10,7%. Enquanto os embarques totais de aço da companhia caíram 5,6% em relação ao ano anterior, a estratégia focada em preços e mix de produtos garantiu o crescimento da receita.

No tocante aos investimentos, a Gerdau totalizou aportes de R$ 955 milhões entre julho e setembro, sendo que 79% dos recursos foram direcionados para as operações no Brasil. A empresa destacou o início das operações de um centro de reciclagem de Pindamonhangaba, em São Paulo, e os testes finais do projeto de mineração de Miguel Burnier, em Minas Gerais.

O conselho de administração da companhia também aprovou a distribuição de R$ 666,9 milhões em dividendos aos acionistas, como antecipação do dividendo mínimo obrigatório de 2026. O pagamento corresponderá a R$ 0,34 por ação, com direito garantido aos investidores que possuírem os papéis no encerramento do pregão de 10 de novembro de 2026.

Adicionalmente, a administração comunicou a aprovação do cancelamento de 277,6 mil ações ordinárias de sua emissão, sem redução do capital social, mantendo vigente o atual plano de recompra de papéis lançado no início do ano. A dívida líquida da companhia encerrou setembro em R$ 7,686 bilhões, mantendo a relação de endividamento em um patamar confortável de 0,58 vez o EBITDA.

Fontes consultadas

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