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Tecnologia

Empresas planejam pontos para carros voadores na região de São Paulo

Iniciativa prevê a criação de vertiportos para conectar polos de negócios e aeroportos a partir de 2028.

Por 3 min de leitura

Empresas planejam pontos para carros voadores na região de São Paulo
Empresas planejam pontos para carros voadores na região de São Paulo

Empresas do setor de aviação e infraestrutura estudam a implantação de cinco a dez pontos iniciais, conhecidos como vertiportos, para viabilizar as primeiras operações comerciais dos chamados carros voadores na região metropolitana de São Paulo. As aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, popularmente chamadas de eVTOLs, devem contar com uma malha mínima para conectar aeroportos, regiões de grande fluxo e centros de negócios.

Estudos de demanda realizados pela concessionária PAX Aeroportos em parceria com a UrbanV já definiram áreas consideradas prioritárias para receber a nova rede de transporte. Entre os locais mapeados estão a Berrini, a Avenida Faria Lima, Alphaville, o Expo Imigrantes e o Campo de Marte, com o objetivo de aproveitar infraestruturas já existentes para reduzir os custos iniciais dos investimentos.

Segundo Rogério Prado, CEO da PAX Aeroportos, a criação de uma rede enxuta com essa quantidade inicial é fundamental para que o serviço comece a funcionar. "Você precisava de uma rede no mínimo de cinco a dez pontos para ela começar a funcionar", afirmou o executivo durante a Assembleia Geral Anual e Exposição ACI-LAC/ACI World.

O principal obstáculo para o desenvolvimento completo do setor no momento é a ausência de aeronaves certificadas. A falta dos equipamentos homologados impede a realização de testes operacionais definitivos e dificulta a validação exata de custos, planos de manutenção e modelos de negócio, embora as empresas utilizem projeções teóricas e simulações para avançar.

Apesar das dificuldades regulatórias e tecnológicas, Prado avalia que o Brasil ocupa uma posição de destaque e está entre os países mais avançados na preparação para receber os eVTOLs. O país conta com discussões e iniciativas em andamento na Agência Nacional de Aviação Civil, no Departamento de Controle do Espaço Aéreo, além de articulações com prefeituras locais.

Enquanto aguardam a liberação dos equipamentos, as empresas simulam rotas, avaliam requisitos de segurança e analisam protocolos de combate a incêndios em baterias de grande porte, utilizando o conhecimento adquirido com veículos elétricos. Além disso, a meta de certificação das aeronaves para operação em 2028 é considerada factível, embora a operação comercial dependa também de adaptações nas regras municipais de zoneamento urbano.

No aspecto logístico e energético, o fornecimento de eletricidade não deve representar um entrave severo. Um vertiporto estruturado do zero com múltiplos pontos de recarga exigirá uma demanda moderada de energia, exigindo maior atenção apenas quanto à capacidade de acesso à rede elétrica local para garantir o funcionamento adequado da nova frota.

Fontes consultadas

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