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Economia

Eve fecha acordo para venda de carros voadores e Embraer negocia na Índia

Subsidiária da fabricante brasileira fechou contrato para fornecer até 12 eVTOLs para operação no Sul do País, enquanto a matriz conversa com gigante asiática.

Por 3 min de leitura

Eve fecha acordo para venda de carros voadores e Embraer negocia na Índia
Eve fecha acordo para venda de carros voadores e Embraer negocia na Índia

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, firmou um acordo para fornecer até 12 carros voadores elétricos à FlyBIS Aviation Limited, companhia que planeja operar serviços de transporte aéreo no Sul do Brasil. O contrato recém-assinado inclui dois pedidos firmes e a possibilidade de aquisição de outras dez aeronaves, dando continuidade a uma carta de intenções celebrada entre as partes em 2022.

Conhecidos formalmente como eVTOLs, sigla em inglês para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os veículos foram projetados para realizar rotas curtas de passageiros sem a exigência de pistas de pouso convencionais. A proposta inicial da parceria é integrar os voos a outros modais e conectar cidades turísticas e de negócios em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, contemplando trajetos entre Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, além de destinos na Serra Gaúcha como Gramado e Bento Gonçalves.

A produção em série dos eVTOLs da Eve está programada para acontecer em uma fábrica localizada em Taubaté, no interior paulista. Atualmente, o modelo encontra-se em fase de testes e avançou com o protótipo em escala real, que já realizou mais de 70 voos, incluindo ensaios de transição para o voo horizontal em Gavião Peixoto. No entanto, a operação comercial e o transporte de passageiros dependem da certificação oficial da Agência Nacional de Aviation Civil (Anac).

Enquanto avança no mercado de mobilidade urbana avançada com os carros voadores, a Embraer também movimenta o setor de aviação comercial no exterior. A fabricante brasileira está em negociações avançadas com a IndiGo, a maior companhia aérea da Índia, para a venda de 100 aeronaves regionais, com a opção adicional para cerca de 50 unidades.

De acordo com fontes com conhecimento direto do assunto, as conversas ainda estão em estágio inicial e não há garantia de fechamento do negócio, cujo modelo da aeronave e a quantidade final ainda podem sofrer alterações. Caso a transação seja concretizada, ela poderá representar um dos maiores pedidos já feitos à empresa brasileira e valer bilhões de dólares a preços de tabela, com eventuais entregas previstas para começarem a partir de 2030.

O potencial acordo na Índia significaria uma vitória estratégica expressiva para a Embraer no terceiro maior mercado doméstico de aviação do mundo, onde as companhias buscam expandir frotas para atender à alta demanda de longo prazo. O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, já havia apontado anteriormente o interesse em avaliar a instalação de uma linha de montagem final no território indiano para jatos da marca, dependendo do volume de encomendas garantidas.

Fontes consultadas

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