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Política

Especialistas da ONU pedem que Meta proteja eleições no Brasil

Relatores expressaram preocupação com restrições e possíveis falhas sistêmicas em plataformas digitais durante a disputa presidencial.

Por 2 min de leitura

Especialistas da ONU pedem que Meta proteja eleições no Brasil
Especialistas da ONU pedem que Meta proteja eleições no Brasil

Especialistas independentes do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) emitiram uma nota nesta quarta-feira, expressando preocupações com a atuação da empresa Meta — que gerencia redes como Facebook, Instagram e WhatsApp — no processo eleitoral brasileiro. Segundo o órgão internacional, falhas e restrições de moderação podem comprometer a isonomia do pleito.

O comunicado aponta que observadores internacionais registraram incidentes envolvendo desequilíbrios no alcance e no engajamento de conteúdos políticos. Entre as situações relatadas estão interrupções temporárias em contas de campanha, diferenças na distribuição de publicações e restrições no uso de ferramentas de inteligência artificial, o que teria prejudicado de forma desproporcional um dos lados da disputa presidencial.

Diante do cenário, os especialistas pediram que a companhia avalie seus sistemas de moderação e recomendação, forneça explicações transparentes e adote mecanismos de reparação adequados. O grupo ressaltou que as regras devem ser aplicadas de maneira consistente e sem discriminação, mantendo um diálogo aberto com a sociedade civil ao longo de todo o período eleitoral.

A manifestação ocorre em meio a questionamentos levantados por campanhas e laboratórios de pesquisa sobre a conduta das grandes corporações de tecnologia. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem apontado prejuízos decorrentes de falhas técnicas e restrições em ferramentas digitais. Paralelamente, o laboratório NetLab, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro, também questionou a dinâmica de moderação de conteúdos e a circulação de propaganda paga nas plataformas.

Em resposta às cobranças, a Meta negou qualquer tipo de favorecimento político ou direcionamento intencional em seus serviços. A empresa declarou que suas plataformas permitem a livre expressão e que eventuais falhas técnicas decorrem da ampla escala global de suas operações, assegurando que cumpre rigorosamente a legislação eleitoral brasileira e atua com rapidez na correção de erros.

O comunicado da ONU também mencionou a importância de o Poder Judiciário e os tribunais eleitorais manterem a independência e a imparcialidade como pilares da democracia. Além disso, os relatores alertaram magistrados a adotarem cautela especial ao analisarem pedidos que envolvam restrições à expressão política em ambientes digitais.

Fontes consultadas

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