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Saúde

Especialistas recomendam limites para o uso de telas por crianças e adolescentes

O monitoramento do tempo de exposição digital é apontado como essencial para preservar a saúde física e o bem-estar mental dos jovens.

Por 3 min de leitura

Especialistas recomendam limites para o uso de telas por crianças e adolescentes
Especialistas recomendam limites para o uso de telas por crianças e adolescentes

O uso prolongado de dispositivos eletrônicos, como celulares, tablets e computadores, tem gerado preocupação entre autoridades de saúde e especialistas em desenvolvimento infantil. A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) alerta que a exposição excessiva a telas pode trazer prejuízos significativos, incluindo problemas de visão, distúrbios do sono, sedentarismo e dificuldades de concentração desde a infância.

Diante desse cenário, a recomendação oficial é que os responsáveis monitorem rigorosamente o tempo que os menores passam conectados. A criação de regras claras de convivência com a tecnologia no ambiente doméstico é vista como uma medida necessária para mitigar os impactos negativos no desenvolvimento infantojuvenil.

A necessidade de intervenção dos pais também é reconhecida por figuras públicas que enfrentam os desafios da criação na era digital. O ator Lázaro Ramos, pai de dois adolescentes, destaca que a tecnologia é viciante e exige uma postura ativa dos responsáveis. Segundo o artista, a ausência de limites pode tornar as crianças mais ansiosas e impacientes, dificultando a comunicação familiar.

Para Ramos, a experiência de restringir o acesso a conteúdos e o tempo de tela trouxe resultados positivos. Ele relata que, após a implementação de combinados e regras mais rígidas, observou uma melhora notável no comportamento dos filhos. O ator enfatiza que, embora a tarefa de educar possa gerar conflitos, o papel dos pais é essencial para garantir que os jovens não fiquem reféns do consumo digital.

A psicóloga clínica Luana Pinho S. Dantas reforça que sustentar limites é uma das tarefas mais complexas da paternidade. Em sua análise, a frustração faz parte do processo de crescimento e os pais não devem ceder a todas as demandas dos filhos, mesmo diante de protestos. Ela defende que permitir que a criança se entedie e precise inventar uma nova atividade é uma forma saudável de estimular a autonomia e a criatividade.

Por outro lado, especialistas advertem que o controle não deve se transformar em vigilância excessiva. Embora ferramentas digitais facilitem o acompanhamento da rotina, a supervisão constante pode comprometer a privacidade e a independência dos jovens. O equilíbrio ideal, segundo especialistas, consiste em orientar e definir limites sem interferir em todas as pequenas decisões, permitindo que a criança desenvolva habilidades para resolver seus próprios conflitos.

O cenário atual também reflete mudanças regulatórias, como a implementação do ECA Digital, que estabelece novas diretrizes para a proteção de menores no ambiente virtual. Mecanismos de verificação de idade em plataformas digitais, como a Google Play Store, passaram a ser adotados para impedir o acesso a conteúdos inadequados, complementando o trabalho de supervisão realizado dentro de casa pelos responsáveis.

Fontes consultadas

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