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Política

EUA cobram da Venezuela a libertação de presos políticos

Encontro entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o chanceler venezuelano discutiu reformas e transição democrática.

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EUA cobram da Venezuela a libertação de presos políticos
EUA cobram da Venezuela a libertação de presos políticos

O governo dos Estados Unidos cobrou formalmente nesta segunda-feira (2) a libertação dos presos políticos que ainda permanecem detidos na Venezuela. O pedido foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante reunião em Washington com o chanceler venezuelano, Oliver Blanco, segundo informações divulgadas pelo Departamento de Estado.

O encontro marcou a primeira visita oficial de Blanco aos Estados Unidos após assumir o cargo nomeado pela presidente interina Delcy Rodríguez. Rodríguez assumiu o comando do país sul-americano após a captura de Nicolás Maduro por forças militares norte-americanas em uma operação realizada em Caracas no dia 3 de janeiro, que levou o ex-governante para Nova York, onde responde a acusações de tráfico de drogas e tortura.

Durante a reunião, os diplomatas discutiram o plano de estabilização, recuperação econômica, reconciliação política e transição democrática apoiado pela Casa Blanca. Autoridades americanas reforçaram que o processo exige reformas institucionais profundas para preparar o país para eleições livres, justas e confiáveis, além da substituição da infraestrutura eleitoral.

A exigência pela soltura dos detidos esbarra em divergências sobre o número exato de pessoas ainda presas e o ritmo das medidas. Enquanto relatórios do Departamento de Estado e da organização de direitos humanos Foro Penal apontam divergências numéricas sobre os detentos restantes — com estimativas variando entre 322 e o patamar de 580 a 600 pessoas ainda sob regimes restritivos —, entidades e familiares criticam a lentidão das solturas.

Mais de mil pessoas foram liberadas desde a mudança de governo em janeiro, impulsionadas por leis de anistia e pressões da oposição. No entanto, organizações humanitárias argumentam que a liberdade não deve ser concedida de forma gradual ou sob condicionantes, exigindo o fim completo das prisões por motivações políticas no país.

A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, mantém a pressão por um pleito geral transparente e defende que novas eleições ocorram em 2027. Por outro lado, a administração interina de Delcy Rodríguez confirmou que haverá votação sob uma autoridade eleitoral renovada, embora nenhuma data oficial tenha sido anunciada até o momento.

Fontes consultadas

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