Ex-chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro é alvo de menções políticas
Nome de Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota volta ao debate público após postagens nas redes sociais.
O nome de Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota, ex-chefe de gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), retornou ao centro das discussões políticas após publicações recentes feitas por parlamentares nas redes sociais. A menção resgata investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) relativas ao período em que ela atuou no Legislativo fluminense.
De acordo com relatórios elaborados pelos investigadores, Mariana foi apontada como suposta responsável pela arrecadação de valores repassados por assessores parlamentares antes que a função fosse assumida por Fabrício Queiroz. As apurações indicam que a ex-chefe de gabinete teria recebido quantias de servidores entre janeiro de 2007 e março de 2008, período em que comandava a estrutura do gabinete.
O Ministério Público detalhou que o esquema envolvia o repasse de fatias dos salários de servidores lotados no gabinete. Além das transferências identificadas diretamente em sua conta bancária, as investigações apontaram que ela também realizou pagamentos de aluguel e despesas em benefício de um assessor que atuava no mesmo período na Alerj.
As apurações desdobraram-se em análises sobre a movimentação financeira de pessoas ligadas à estrutura parlamentar e ao círculo familiar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso principal relacionado às denúncias de desvios na Alerj, contudo, foi encerrado em maio de 2022 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sem que houvesse julgamento do mérito das acusações.
Na época em que as decisões judiciais foram proferidas, a defesa do senador Flávio Bolsonaro declarou que o processo estava encerrado, apontando que o Superior Tribunal de Justiça havia anulado as provas colhidas ao longo do procedimento. Representantes legais de Mariana Lúcia optaram por não se manifestar sobre os detalhes das investigações, sob a alegação de sigilo processual.
O resgate do nome da ex-assessora no cenário político atual demonstra como antigos inquéritos e relatórios de órgãos de controle continuam a ser utilizados por agentes públicos em disputas de narrativa e campanhas de visibilidade digital no Brasil.
Fontes consultadas
- Mariana, ex-assessora de Flávio que comandou rachadinha, é amiga de ex-mulher de Bolsonaro diariodocentrodomundo.com.br
- Ellas son María Perroni y Diana Shamadhi, las hijas de Mariana Garza de Timbiriche razon.com.mx
- “Quem é Mariana?”: entenda a publicação de Janones sobre Flávio poder360.com.br
- Mariana Corbetta reveló cuáles son los emojis para mandar mensajes privados picantes: "Cómo sabe" eltrecetv.com.ar
- Feira virtual de Estágios e Empregos oferece até 30 mil vagas no Distrito Federal - Jornal de Brasília jornaldebrasilia.com.br