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Ciência

Fazendeiro acha estátuas de Ramsés II enterradas no Egito

Descoberta em propriedade rural revela esculturas milenares e autoridades homenageiam morador pela honestidade.

Por 2 min de leitura

Fazendeiro acha estátuas de Ramsés II enterradas no Egito
Fazendeiro acha estátuas de Ramsés II enterradas no Egito

Um fazendeiro egípcio encontrou um bloco de granito rosa enterrado em sua propriedade localizada no vilarejo de Behbeit el-Hagar, na província de Gharbia. A descoberta inusitada chamou a atenção de arqueólogos, que iniciaram escavações no local e revelaram os restos de duas estátuas colossais atribuídas ao faraó Ramsés II, governante do Egito entre 1279 a.C. e 1213 a.C.

A região onde o achado ocorreu fica no delta do Nilo e já é amplamente conhecida por sua riqueza histórica, abrigando as ruínas de um grande templo dedicado à deusa Ísis. O bloco de granito descoberto pelo agricultor Khaled el-Shahat Khalil possui aproximadamente 1,3 metro de comprimento e exibe inscrições hieroglíficas com títulos clássicos associados ao faraó, como Nesu-Bity, que significa Rei do Alto e do Baixo Egito, e Sa-Ra, traduzido como Filho de Rá, o deus do Sol na mitologia egípcia.

Após ser alertada por Khalil, uma missão de resgate ligada ao Conselho Supremo de Antiguidades do Egito foi enviada ao terreno para conduzir investigações detalhadas. Os especialistas localizaram a cabeça de uma das esculturas, medindo cerca de 1,6 metro de altura, que retrata o faraó usando a coroa representativa da unificação territorial egípcia.

A equipe de arqueólogos também desenterrou a parte superior da coluna posterior da estátua, contendo o nome de Hórus atribuído ao soberano, traduzido como Hórus, touro forte, amado de Maat. Com base nas proporções da cabeça encontrada, os pesquisadores estimam que o monumento completo atingia impressionantes 8,5 metros de altura.

Além desta primeira peça monumental, os profissionais recolheram fragmentos de uma segunda estátua real que mede aproximadamente 2,4 metros de comprimento. Esta segunda escultura, contudo, permanece incompleta, pois faltam as pernas, a base e a porção superior do adereço tradicional de cabeça conhecido como nemes.

A atitude de Khaled el-Shahat Khalil ao reportar imediatamente as antiguidades às autoridades, em vez de ocultar as peças, foi amplamente elogiada pelo governo egípcio. O ministro do Turismo e Antiguidades, Sherif Fathy, deslocou-se até a aldeia do agricultor para prestar uma homenagem pública.

O ministro destacou a honestidade, a conscientização e o forte senso de responsabilidade do morador perante a sua comunidade e a preservação do patrimônio histórico. Como forma de agradecimento, Khalil e sua esposa receberam certificados oficiais e foram contemplados com uma viagem para realizar a peregrinação islâmica de Umrah na Arábia Saudita.

Fontes consultadas

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