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Política

Feriado de Nossa Senhora Aparecida é marcado por missas e atos políticos

Autoridades religiosas e candidatos à Presidência participaram de celebrações nesta segunda-feira (12) em meio a debates sociais e eleitorais.

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Feriado de Nossa Senhora Aparecida é marcado por missas e atos políticos
Feriado de Nossa Senhora Aparecida é marcado por missas e atos políticos

As comemorações do feriado de Nossa Senhora Aparecida nesta segunda-feira (12) foram marcadas por celebrações religiosas em diferentes regiões do país, reunindo milhares de fiéis e figuras centrais da política nacional. Enquanto o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, recebeu cerca de 150 mil pessoas em um único dia, autoridades civis e religiosas aproveitaram a data para discursar sobre temas sociais, segurança e os rumos da campanha eleitoral em curso.

Na Catedral Basílica de Aparecida, o arcebispo metropolitano Dom Mário Antônio da Silva utilizou o sermão da missa solene para fazer um forte apelo pelo desarmamento e pelo combate à fome e à pobreza. Diante de autoridades como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o religioso argumentou que a fé não deve ser separada da realidade social e criticou a cultura do armamento para a resolução de conflitos.

Durante a mesma celebração, o arcebispo também anunciou o lançamento do projeto pastoral "Semear a Palavra", iniciativa que visa transformar a área interna do Santuário Nacional em um espaço voltado à evangelização por meio de elementos artísticos e naturais. O projeto segue a linha estética idealizada pelo artista Cláudio Pastro para proporcionar um ambiente de reflexão aos peregrinos.

No cenário político, a data foi utilizada por candidatos para reforçar manifestações de fé após polêmicas envolvendo o eleitorado católico. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro participou de uma missa na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Brasília, após o surgimento de acusações em redes sociais — por ele negadas — de que pretendia retirar da santa o título de padroeira do país.

A campanha de Flávio Bolsonaro também enfrentou problemas técnicos durante a exibição do programa eleitoral gratuito na televisão no mesmo dia. A propaganda do candidato foi transmitida sem áudio enquanto exibia uma homenagem à padroeira, gerando questionamentos por parte da equipe sobre a possibilidade de falha intencional na geração do sinal pelas emissoras.

Ainda em Brasília, Flávio comemorou a liberação concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a retomada de suas visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador confirmou que o primeiro encontro familiar ocorreria na terça-feira (13), com duração estipulada de trinta minutos.

Enquanto isso, na residência oficial da Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada. Na ocasião, o chefe do Executivo criticou manifestações religiosas que, segundo ele, ofendem a figura da padroeira do Brasil.

Fontes consultadas

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